0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Na foto, o supermercado Assai, na Barra da Tijuca — Foto: Leo Martins / Agência O GLOBO RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/06/2026 - 18:48 Inflação de maio ameaça teto da meta após sete meses estável A inflação medida pelo IPCA em maio deve ultrapassar o teto da meta, interrompendo um período de sete meses dentro do limite. Projeções indicam alta de 0,51% no mês e 4,67% em 12 meses. Apesar da desaceleração dos preços devido ao arrefecimento dos combustíveis e ajuste em Saúde e Comunicação, alimentos, vestuário e energia pressionam o índice. A inflação pode permanecer acima de 4,5% nos próximos meses, sinalizando possível descumprimento da meta. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A inflação de maio medida pelo IPCA deve voltar a ficar acima do teto da meta, interrompendo um período de sete meses dentro do limite. Os dados serão divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE. A mediana das projeções do mercado aponta para uma alta de 0,51% no mês e de 4,67% no acumulado de 12 meses, embora o ritmo de aumento dos preços deva desacelerar. Em abril, a inflação mensal foi de 0,67% e o acumulado em 4,39%. O índice do mês deve confirmar o processo de desaceleração da inflação após a alta mais forte provocada pelos efeitos econômicos da guerra, explica André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica. Os combustíveis, que foram responsáveis por boa parte da pressão inflacionária nos últimos meses, devem registrar arrefecimento. A descompressão também virá dos grupos Saúde e Cuidados Pessoais, pela diluição parcial do reajuste dos medicamentos, e Comunicação, pela acomodação da alta dos aparelhos telefônicos. Por outro lado, os alimentos devem voltar a pesar e ser o principal grupo responsável pela alta do mês. O hortifrúti pode exercer pressão maior sobre o índice. O economista Fábio Romão, economista-sênior da 4intelligence, destaca que há grande chance de a inflação da alimentação no domicílio em maio superar a de abril, com destaque para produtos in natura e carnes. Por causa do frio recente, o grupo Vestuário também pode acelerar, salienta. Já Habitação deve aparecer pressionado pelo aumento do gás e da energia elétrica, esta última influenciada pela mudança da bandeira verde em abril para a amarela em maio. O alta do preço das passagens áereas também deve ser destaque. Com isso, o IPCA deve voltar a superar a marca de 4,5% em 12 meses encerrados em maio. A projeção de Romão é de 4,72%. Isso não ocorria desde outubro de 2025. Para Galhardo, esse movimento deve marcar o início do descumprimento formal da meta de inflação. - Nossos modelos indicam que o IPCA deve permanecer acima de 4,50% pelos próximos seis meses, configurando descumprimento da meta no calendário móvel. No Boletim Focus, divulgado na segunda-feira, a mediana das projeções aponta que a inflação deve fechar o ano em 5,11%. Em seu último relatório, o BTG revisou sua projeção do IPCA para 5,3% em 2026 (ante 4,9%) e 4,5% em 2027 (ante 4,2%). Além do choque recente do petróleo, o banco incorporou impacto do El Niño forte.