PUBLICIDADE Alimentos e energia elétrica puxam alta do IPCA 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Supermercado na zona sul do Rio de Janeiro — Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/06/2026 - 09:12 Inflação de Maio Atinge 0,58% e Supera Expectativas de Analistas A inflação em maio foi de 0,58%, uma desaceleração em relação a abril (0,67%), mas ainda a maior para o mês desde 2021. O IPCA, divulgado pelo IBGE, superou expectativas de analistas que previam 0,53%. Alimentos, com alta de 1,33%, e energia elétrica foram os principais responsáveis pelo índice. O aumento deve-se à oferta reduzida e custos de frete elevados, impactados pela guerra no Oriente Médio. Em 12 meses, a inflação acumulou 4,72%, ultrapassando a meta do Banco Central. Previsões indicam continuidade da pressão inflacionária devido a conflitos e um El Niño mais intenso. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A inflação chegou a 0,58% em maio, após alta de 0,67% em abril. Embora tenha desacelerado, esse é o maior número para o mês desde 2021, quando chegou a 0,83%. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE, a partir do Índice de preços ao consumidor amplo (IPCA), e veio acima do esperado por analistas de mercado, que projetavam alta de 0,53%. Um dos principais vilões este mês foi o grupo da alimentação, que cresceu 1,33%, correspondendo por metade do resultado do mês. Os alimentos vem mostrando altas sucessivas diante de condições climáticas desfavoráveis somadas aos impactos indiretos da guerra no Oriente Médio, que reduziu a oferta mundial de petróleo e encareceu o preço dos combustíveis e fretes. Só a alimentação no domicílio já chegou a 1,65%, com as principais altas nos preços vindo da batata-inglesa (44,69%), do tomate (20,62%), da cebola (16,80%), e das carnes (1,39%). Já pelo lado das quedas, ficaram o café moído (-2,38%) e as frutas (-0,70%). "O aumento nestes itens se deve a questões de menor oferta e, também, há influência do valor do frete por conta da alta dos combustíveis", explicou o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves. No acumulado em 12 meses, o índice chegou a 4,72%, voltando a ultrapassar o teto da meta estabelecida pelo Banco Central em 3%, com tolerância de 1,5 pontos percentuais para cima ou para baixo. Para os próximos meses, a perspectiva dos economistas é de uma inflação que deve continuar pressionada, ainda sentindo impactos do conflito, para além da previsão de um El Ninõ mais forte que o esperado no segundo semestre.
Inflação cede em maio, mas taxa de 0,58% é a maior para o mês desde 2021
Alimentos e energia elétrica puxam alta do IPCA












