Os alimentos voltaram a pressionar a inflação, e a taxa de maio atingiu 1,14%, acima do 0,81% de abril. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a alimentação ficou 3,9% mais cara para os consumidores, enquanto a taxa média de inflação subiu 1,9%. Os dados são da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e se referem à cidade de São Paulo.

As maiores pressões vêm das carnes e dos produtos in natura. A principal alta no setor de proteína animal ocorre nos bovinos, que, em alguns cortes, já acumulam elevação de 17% no ano. Há uma oferta apertada de carne bovina no mundo, e a demanda continua elevada. Essa pressão externa faz o preço da arroba do boi ser negociado na casa dos R$ 350 no mercado paulista, acima da média para este período do ano.

Como o Brasil é um dos poucos países que têm bom volume de carne bovina para comercializar no mercado externo, os exportadores brasileiros aproveitaram este início de ano, ainda sem a taxa extra de 55% cobrada pela China, para aumentar o volume enviado para aquele país asiático.

As carnes de frango e suína não têm o mesmo ritmo de alta da bovina. A oferta interna aumentou, e, embora as exportações estejam em patamares recordes, os preços deste ano ficam abaixo dos praticados no mesmo período do ano passado.