Os alimentos pararam de pressionar a inflação. No mês passado, a evolução da taxa de alimentação foi de 0,13%, a menor desde janeiro deste ano. Apesar disso, a inflação acumulada no primeiro semestre do ano é de 4% nesse setor, acima do índice médio, que ficou em 2,1%.

Os dados são da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e se referem à cidade de São Paulo. A menor pressão dos alimentos fica visível na lista das maiores altas divulgadas semanalmente pela instituição. Na média do mês passado, das dez principais elevações de preços, apenas quatro eram de produtos relacionados à alimentação. Já entre as 20 maiores quedas, 12 são do grupo de alimentos.

Vários produtos de peso no dia a dia do consumidor já vinham segurando a taxa, mostrando queda de preços. Entre eles estão café, óleo de soja, açúcar e arroz. Em junho, outros entraram nessa lista: produtos "in natura", como tomate, e carnes.

Passado o período de queda de produtividade e de menor oferta, o tomate, que acumula 70,5% de alta de janeiro a junho, teve retração de 2,5% no mês passado. Batata, cebola e alface, que também vinham com forte pressão no acumulado do ano, já sobem menos.

A queda de preços vem também das carnes, principalmente da suína. Com exportações aceleradas, o setor aumentou a produção, mas a oferta está acima da demanda. Com isso, os preços caem 1,7% em junho e acumulam retração de 8% no semestre. As carnes bovina e de aves ficaram estáveis no mês passado.