0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Plantação de cana-de-açúcar em Piracicaba, São Paulo: boa safra ajudou n queda de preços — Foto: Victor Moriyama/Bloomberg/19/02/2025 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/06/2026 - 09:08 Deflação de 0,50% no IGP-M em junho, mas El Niño ameaça preços. A queda do preço do petróleo e boas safras resultaram em deflação de 0,50% no IGP-M em junho, após alta de 0,84% em maio. No entanto, o El Niño pode reverter esse alívio, pressionando os preços dos alimentos no segundo semestre, segundo Matheus Dias, economista do FGV Ibre. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,97%, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,47%. A inflação oficial mantém preocupação devido à demanda aquecida em ano eleitoral. A projeção de inflação permanece em 5,33% e a Selic em 14%. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O recuo do preço do petróleo aos níveis anteriores ao conflito no Oriente Médio e as boas safras do primeiro semestre — que se refletiram na queda dos preços de produtos como cana-de-açúcar e café — explicam a deflação de 0,50% do IGP-M em junho, após a alta de 0,84% registrada em maio. O alívio, no entanto, tende a ser momentâneo diante da perspectiva de um El Niño mais intenso, que deve pressionar os preços dos alimentos no segundo semestre, explica Matheus Dias, economista do FGV Ibre. — As principais safras de commodities agrícolas ainda mostram produção robusta, mas a expectativa é sempre de ajuste da oferta. Normalmente, quando há uma sobreoferta em ciclos anteriores e os preços ficam menores, o produtor reduz a área plantada. Por isso, já esperávamos uma aceleração dos preços dos alimentos entre 2026 e 2027. O El Niño aumenta essa expectativa, potencializando o efeito da sazonalidade no fim do ano e a inflação de alimentos em 2027. Por enquanto, o cenário ainda é de desaceleração dos preços também para o consumidor. A queda do IGP-M foi puxada principalmente pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que recuou 0,97%, invertendo o movimento observado em maio, quando havia registrado alta de 0,91%. O IPA costuma antecipar os movimentos do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que subiu 0,47%, desacelerando em relação aos 0,61% registrados no mês anterior. A grande preocupação em relação ao IPCA, índice que mede a inflação oficial, diz o economista, continua sendo a pressão da demanda. — Quando falamos de ano eleitoral no Brasil, independentemente do espectro político, costuma haver expansão fiscal, o que aquece a demanda e mantém elevados os preços dos serviços. Os serviços representam cerca de 35% do IPCA e continua girando acima da meta de inflação, em torno de 6% há alguns meses. Mesmo que as projeções climáticas não apontassem uma grande probabilidade de um El Niño mais forte, ainda assim haveria preocupação com a inflação de serviços. O El Niño surge como um fator adicional de risco para a alta da inflação — ressalta Dias. No Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, a projeção do mercado para a inflação foi mantida em 5,33%. Também não houve alteração na expectativa para a Selic, que permaneceu em 14%. Já a estimativa para o PIB foi ligeiramente elevada, para 1,99%, em linha com a projeção de crescimento de 2% apresentada no Relatório de Política Monetária, divulgado na semana pas
Queda do petróleo e boas safras derrubam IGP-M, mas El Niño ameaça alívio
Queda do petróleo e boas safras derrubam IGP-M, mas El Niño ameaça alívio









