0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O combustível que chega ao tanque percorre milhares de quilômetros antes de alcançar os postos brasileiros — Foto: Getty Images/Tang Ming Tung RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 11:24 IPCA-15 de junho desacelera e abre caminho para corte da Selic O IPCA-15 de junho, com alta de 0,41%, ficou abaixo das expectativas do mercado, sinalizando uma desaceleração da inflação. Economistas apontam que a queda no preço do petróleo e a desaceleração nos preços de alimentos e bebidas contribuíram para esse resultado. Apesar disso, a resiliência dos serviços e o fortalecimento do dólar ainda preocupam. Há expectativas de que o cenário pode permitir cortes na Taxa Selic. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A prévia da inflação de junho, o IPCA-15, de 0,41% veio abaixo da mediana do mercado, de 0,48%, mostrando perda da força de expansão da taxa, na avaliação dos economistas. Para o economista Alexandre Chaia, do Insper, o resultado é a primeira indicação desde o início da guerra de que inflação estaria voltando para uma curva de convergência para a meta. A queda no preço do petróleo, que com a perspectiva do fim da Guerra no Oriente Médio, voltou ao patamar pré-conflito, de US$ 70, levou a novo recuo dos combustíveis, de 1,22%, que pode se intensificar no fechamento do IPCA do mês. A boa notícia veio de uma desaceleração acima do esperado dos preços no grupo alimentação e bebidas: após subir 1,38% em maio, registram alta agora de 0,74%. - O IPCA-15 traz uma boa notícia. Mas os serviços, que são o indicador mais observado pelo Banco Central ainda mostram resilientes, apesar da desaceleração e ainda preocupam. Outro ponto que preocupa é o fortalecimento do dólar com a perspectiva de aumento de juros nos Estados Unidos, mas a minha avaliação é que a queda dos combustíveis ainda serão mais favoráveis a desaceleraçãoa da inflação do que o efeito negativo que pode vir do aumento do dólar - avalia Chaia. Na avaliação de Chaia, o IPCA-15 vai ajudar o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a explicar durante a coletiva do Relatório de Política Monetária nesta manhã, a razão do corte de juros na última reunião do Copom. As expectativas da inflação, diz o economistas, estão piores do que a realidade. Em seu relatório Bradesco afirma que "o índice veio melhor que o esperado qualitativamente, especialmente na leitura de serviços", mas destaca que a inflação deve se manter "pressionada nos próximos meses". O economista Gilberto Braga, professor do Ibmec Rio, acredita que apesar da inflação continuar a ser desafiadora, o avanço do acordo entre Estados Unidos e Irã dá mais consistência a tese de uma desinflação gradual na economia brasileira, reforçando a possibilidade de um ou até dois cortes na Taxa Selic nas próximas reuniões do Copom. Ao analisar o Relatório de Política Monetária, divulgado também na manhã desta quinta-feira, pelo Banco Central, a economista Claudia Moreno, do C6 Bank, interpretou no documento a abertura para mais duas reduções dos juros básicos da economia. Já para Chaia, qualquer novo corte feito pelo BC da Selic precisará ser muito bem explicado para que a autoridade monetária não perca credibilidade, diante da piora no cenário desenhado na ata e no RPM.