0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Grupo de alimentação apresentou desacelerou durante o mês de junho dentro do IPC, do Ibre FGV — Foto: Júlia Aguiar/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/07/2026 - 10:26 IPC-S desacelera em junho, mas El Niño pode impactar inflação futura O IPC-S desacelerou em junho, fechando o mês com alta de 0,36%, enquanto o grupo Alimentação subiu 0,47%, após avançar 1,57% na primeira semana. A inflação acumulada em 12 meses atingiu 4,32%, próxima ao teto da meta de 4,5%. O economista André Braz destaca a desaceleração das altas sazonais, mas alerta para impactos futuros do El Niño na produção agrícola e inflação dos alimentos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) desacelerou ao longo de junho e encerrou o mês com alta de 0,36%. O grupo Alimentação, que havia registrado avanço de 1,57% na primeira semana de junho, fechou o mês com elevação de 0,47%. Apesar da desaceleração da inflação ao longo do mês, a variação acumulada em 12 meses alcançou 4,32%, aproximando-se do teto da meta de inflação, de 4,5%. O economista André Braz, coordenador dos Índices de Preços do FGV Ibre, explica que, ao analisar a inflação acumulada em 12 meses, é preciso considerar a base de comparação. Segundo ele, no mesmo período de 2025, as variações mensais giravam em torno de 0,20% a 0,25%. Isso significa que, mesmo com taxas mensais mais moderadas agora, a inflação acumulada em 12 meses tende a continuar aumentando. — A alimentação continua pressionando a inflação, mas ajudou a desacelerar o índice nessa reta final de junho. A alta média dos alimentos estava acima de 1% e caiu para 0,47%, pouco abaixo da metade da taxa observada até a terceira quadrissemana (1,03%). Verificamos que muitos alimentos in natura apresentaram aumento, como batata, cebola e cenoura. No caso da batata, que tem peso maior na cesta de consumo, a alta recuou para cerca de 9%, depois de subir muito mais ao longo do mês. Não significa que ela tenha ficado mais barata, mas que passou a subir em ritmo bem menos do que nas medições anteriores. Isso indica que os preços tendem a se estabilizar nas próximas leituras e a desacelerar. Apesar de o resultado ter sido mais favorável do que as prévias registradas ao longo do mês, ele mostra que a inflação ainda preocupa e precisa ser monitorada — ressalta. Na avaliação do economista, o cenário que começa a se desenhar é de desaceleração das altas sazonais que pressionaram a inflação nos últimos meses, especialmente entre maio e junho. A principal preocupação agora são os possíveis efeitos do El Niño sobre a produção agrícola. — Certamente teremos alguns desafios no segundo semestre e provavelmente voltaremos a falar da inflação dos alimentos in natura e também de produtos de safras mais longas, como arroz e feijão, dependendo de como o clima evoluir nos próximos meses — avalia Braz.
Alta dos alimentos perde intensidade no IPC-S de junho, mas inflação ainda exige atenção, diz economista
Alta dos alimentos perde intensidade no IPC-S de junho, mas inflação ainda exige atenção, diz economista
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