Os menores preços dos açúcares, que acompanharam o avanço da safra da cana, e do café, como reflexo do período de colheita do grão, foram os destaque no segmento Após duas altas seguidas, o preço dos alimentos para a indústria caiu 2,05% em maio e empurrou a inflação do setor para baixo, mostram os dados do Índice de Preços ao Produtor (IPP), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPP caiu 0,30% em maio. Os preços de alimentos representaram um impacto de -0,48 ponto percentual nessa taxa de -0,30%. Antes de maio, os preços de alimentos tinham subido 1,97% em março e 1,22% em abril, após impactos da guerra no Oriente Médio nos preços de combustíveis e no custo do frete. A fabricação de produtos alimentícios é a que tem maior peso entre as 24 atividades da indústria brasileira acompanhadas pelo IBGE neste índice. “O destaque foi dos menores preços dos açúcares, que acompanharam o avanço da safra da cana, contribuindo para que os preços no grupo de fabricação e refino de açúcar caíssem 10,38% no mês. O recuo no preço do café também foi um destaque, como reflexo do período de colheita do grão”, explicou o gerente do IPP, Murilo Alvim. As indústrias extrativas também contribuíram para pressionar o IPP para baixo em maio, com queda de 5,90% e influência de -0,30 ponto percentual. A atividade também registra recuo após dois meses de altas intensas de preços, de 16,43% em março e de 4,83% em abril. Ao todo, apenas sete das 24 atividades acompanhadas no IPP tiveram queda de preços. Além de alimentos e indústrias extrativas, houve recuo também em fumo (-1,28%), refino e biocombustíveis (-1,27%), máquinas e materiais elétricos (-0,78%), calçados e couro (-0,60%), outros transportes (-0,02%) e indústria de transformação (-0,01%). Usina de açúcar — Foto: Jonne Roriz/Bloomberg