Apesar da desaceleração, os preços dos alimentos continuam pressionando a inflação. Sozinho, o grupo de Alimentação e Bebibas respondeu por 0,29 ponto percentual do IPCA, ao registrar alta de 1,33%. Os alimentos consumidos em casa ficaram, em média, 1,65% mais caros em maio. As maiores altas foram observadas na batata-inglesa, que subiu 44,69%, seguida pelo tomate (20,62%), pela cebola (16,80%) e pelas carnes (1,39%). “O aumento nestes itens se deve a questões de menor oferta e, também, há influência do valor do frete por conta da alta dos combustíveis”, disse o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves. Em contrapartida, alguns produtos ficaram mais baratos, como o café moído, com queda de 2,38%, e as frutas, que recuaram 0,70%. Já comer fora de casa também pesou mais no bolso, mas em ritmo moderado. Os preços subiram 0,49% em maio, com desaceleração tanto nos lanches quanto nas refeições, que tiveram aumentos menores do que os registrados em abril. A seguir, veja o ranking dos 20 alimentos que mais encareceram ou baratearam em maio. Alimentos que mais encareceram Batata-inglesa: +44,69%Pepino: +44,3%Tomate: +20,62%Cebola: +16,8%Morango: +16,6%Cenoura: +8,93%Feijão-carioca (rajado): +6,44%Leite de coco: +5,14%Filé-mignon: +4,48%Carne-seca e de sol: +4,09%Picanha: +3,97%Sal: +3,76%Couve-flor: +3,66%Brócolis: +3,65%Banana-da-terra: +3,27%Peito: +3,18%Mamão: +2,97%Peixe-sardinha: +2,79%Melão: +2,78%Lagarto redondo: +2,63% Alimentos que mais baratearam Abobrinha: -11,43%Laranja-lima: -9,87%Peixe-cavala: -9,37%Peixe-palombeta: -9,21%Peixe-serra: -9,03%Laranja-baía: -7,4%Pimentão: -6,99%Maracujá: -6,23%Peixe-anchova: -5,29%Açaí (emulsão): -5,19%Peixe-castanha: -5,08%Peixe-corvina: -4,08%Banana-d'água: -4,01%Inhame: -3,99%Batata-doce: -3,71%Peixe-pescada: -3,71%Peixe-dourada: -3,6%Peixe-cação: -3,2%Caranguejo: -2,7%Polpa de fruta (congelada): -2,5% Depois do grupo de alimentação, a Habitação foi o que mais impactou a inflação, com impacto de 0,18 ponto percentual e variação de 1,22%, e Saúde e cuidados pessoais, que contribuiu com 0,12 ponto percentual após avançar 0,90% no mês. Juntos, esses três grupos concentraram a maior parte da alta dos preços em maio e explicam grande parte do resultado do índice. Veja o resultado dos grupos do IPCA: Alimentação e bebida: 1,33%;Habitação: 1,22%;Artigos de residência: 0,08%;Vestuário: 0,62%;Transportes: -0,46%;Saúde e cuidados pessoais: 0,90%;Despesas pessoais: 0,41%;Educação: 0,00%;Comunicação: 0,23%. A inflação da habitação em maio foi impulsionada principalmente pelo aumento na conta de energia elétrica residencial, que subiu 3,67% e foi o item que mais contribuiu individualmente para a inflação do mês. Segundo o IBGE, o avanço reflete reajustes nas tarifas de energia em diversas capitais, como Aracaju, Fortaleza, Salvador, Campo Grande, Recife e Belo Horizonte. Além disso, em maio esteve em vigor a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos, contribuindo para o aumento das despesas dos consumidores. No grupo Saúde e cuidados pessoais, os preços subiram 0,90% em maio. O principal destaque foi o aumento dos artigos de higiene pessoal, que ficaram 1,95% mais caros, com os perfumes registrando alta de 4,42%. Os planos de saúde também tiveram reajuste no período, com avanço médio de 0,50%. Inflação — Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Preço dos alimentos em maio: o que ficou mais caro e o que barateou | G1
Alimentos consumidos em casa ficaram 1,65% mais caros, com destaque para a batata-inglesa, tomate, cebola e carnes. Por outro lado, café moído e frutas baratearam.













