Quais foram as principais pressões para a alta da inflação brasileira em 2026? De janeiro a maio deste ano, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 3,20%, maior resultado acumulado para o período desde 2022 (4,78%), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Como efeito direto da guerra no Oriente Médio e da alta do petróleo, a gasolina subiu 6,49% e respondeu por 0,33 ponto percentual da taxa de 3,20% do IPCA, ou 10,3% do aumento. Essa influência só não foi maior porque o preço da gasolina caiu em maio (-1,46%), após subsídios do governo para mitigar o efeito da alta do petróleo. Dois alimentos aparecem em seguida: tomate e leite longa vida. Os preços de alimentação e bebidas subiram 4,81% em 2026, no acumulado até maio, acima da média de 3,20% do IPCA. No caso desses dois itens, no entanto, essa alta foi mais intensa, de 86,17% e 22,32%, respectivamente. No comportamento dos preços de alimentação, também pesam os efeitos da guerra, seja no custo de frete ou de fertilizantes, além de fatores climáticos. Para os próximos meses, esses fatores são um ponto de alerta, segundo o economista sênior da 4Intelligence Fábio Romão: “Tudo aquilo que esse importante choque de oferta de petróleo sinalizou está ocorrendo, como aumento de gasolina, vários itens de alimentação no domicílio, principalmente in natura... O que ainda vai continuar afetando a inflação? A questão do petróleo, que pega no custo de logística e de fertilizantes, e o fenômeno climático do El Niño são pontos de atenção”. Veja os 10 itens que mais pesaram no IPCA em 2026 Se as pressões para a alta do IPCA em 2026 foram intensas e com perfil mais claro, o movimento para baixo foi menos significativo. Transporte por aplicativo e café moído aparecem nas primeiras posições. Em ambos os casos, no entanto, as quedas ocorrem após altas mais expressivas de preços em 2025. O preço do transporte aplicativo caiu 14,76% no resultado acumulado em 2026, mas a variação é muito inferior ao aumento de 56,08% registrado no ano passado. O preço do café moído, por sua vez, recuou 8,07% este ano, após um aumento de 35,65% em 2025. Individualmente, cada um dos itens teve impacto de 0,05 ponto percentual na taxa de 3,20% do IPCA acumulado em 2026, ou apenas 1,56% do total. Veja os 10 itens que mais pesaram no IPCA em 2026
IPCA: Confira o que mais pesou na inflação de 2026
Gasolina e alimentos são destaque em lista












