0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 EC Rio de Janeiro (RJ) 25/07/2023 - Cesta básica no supermercado Merko, na Tijuca. — Foto: Leo Martins / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/07/2026 - 19:50 Inflação desacelera em junho com alta de 0,32% no IPCA O IPCA de junho, a ser divulgado em breve, deve mostrar alta de 0,32%, desacelerando em relação a maio. A inflação acumulada em 12 meses deve atingir 4,81%. A alta nos preços de energia elétrica e alimentos impacta o índice, enquanto serviços mostram pressão nas passagens aéreas. A alimentação no domicílio deve subir 0,20%, desacelerando, mas ainda pressionando o acumulado anual. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A mediana das expectativas do mercado aponta que o IPCA de junho, que será divulgado nesta sexta-feira, deve registrar alta de 0,32%, desacelerando em relação a maio, quando o índice avançou 0,58%. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses deve ficar em 4,81%. Segundo o banco Daycoval, a leitura de junho deve refletir a alta dos preços de energia elétrica e de alimentos, como leite, arroz, carnes vermelhas e produtos in natura. Apesar da pressão, esses grupos devem apresentar moderação em relação ao mês anterior. No grupo de serviços, a expectativa é de alta influenciada principalmente pelos preços das passagens aéreas. Por outro lado, itens mais sensíveis à atividade econômica, como serviços intensivos em mão de obra, devem mostrar desaceleração, com menor pressão em segmentos como bem-estar, consertos e manutenção. Partidos vão à Justiça contra lei que usa receitas do DF para socorrer o BRBImposto de exportação de petróleo é mantido em 12%, após escalada da guerra no Oriente Médio Os serviços subjacentes, que excluem componentes mais voláteis e são acompanhados pelo Banco Central para avaliar tendências da inflação, devem apresentar leve melhora, mas ainda permanecer em nível elevado, mantendo o desafio para a política monetária. Entre os bens industriais, a previsão é de desaceleração em relação à leitura anterior, com impacto da deflação no etanol e nos automóveis usados, além de uma alta mais moderada nos preços de vestuário. Já os preços administrados também devem perder força, com destaque para a leve queda da gasolina e uma alta menor da energia elétrica residencial. Para Fábio Romão, economista sênior da Macro 4 Intelligence, a alimentação no domicílio deve subir 0,20% em junho, uma desaceleração importante após as fortes altas registradas em abril e maio, quando os produtos in natura ficaram pressionados. Segundo ele, a alimentação no domicílio deve continuar mais comportada em julho e agosto, enquanto os efeitos do El Niño devem aparecer com maior intensidade no último trimestre de 2026 e ao longo de 2027. Apesar da desaceleração esperada para a alimentação no domicílio em junho, o grupo ainda deve continuar pressionado no acumulado do ano. Segundo Romão, a alimentação no domicílio deve encerrar 2026 com alta de 7,2%, acima da projeção de 5,4% para o IPCA. Sobre a possibilidade de a ampliação da cota de exportação de carne para a China aliviar os preços internos, Romão avalia que o efeito pode ocorrer apenas de forma temporária.
O que esperar do IPCA de junho, que será divulgado nesta sexta-feira
O que esperar do IPCA de junho, que será divulgado nesta sexta-feira












