alistas já vêm apontando os efeitos que o El Niño pode causar no plantio de grãos como soja e milho e dificuldades na pecuária, em um cenário desafiador de juros altos e alta de custos, como o que ocorre atualmente no Brasil.

Um relatório publicado nesta terça-feira (28) pela XP Investimentos aponta os efeitos do fenômeno climático em diferentes setores que poderiam ir além do aumento da inflação de alimentos. A pressão poderia ocorrer também na geração de energia, no transporte e no varejo.

O governo federal já identificou riscos de quebra das safras de arroz e milho devido ao El Niño e se prepara para ativar usinas termelétricas para compensar a possível redução na produção de hidrelétricas. O custo das medidas será de cerca de R$ 1,3 bilhão.

Veja setores em que o El Niño deve causar um impacto maior:

Os economistas ponderam que as implicações para a inflação de alimentos no Brasil com o El Niño são importantes, mas não devem ser superestimadas. Os analistas esperam que a inflação de alimentos in natura poderia atingir um pico de cerca de 20% no segundo trimestre de 2027, antes de cair para cerca de 5% até o fim de 2028.