A chegada do El Niño traz uma série de ameaças para o agronegócio brasileiro a partir do segundo semestre deste ano.

Conforme analistas, o fenômeno climático pode gerar impactos como o atraso no plantio de grãos como soja e milho, redução ou perda de qualidade de safras e dificuldades para a pecuária.

O evento é considerado um desafio adicional para o agronegócio, que já lida com o contexto de juros elevados no Brasil e a pressão de custos de produção devido à guerra no Irã –o conflito gerou choque no mercado de fertilizantes e de diesel.

"A produção agropecuária brasileira está espalhada em diversas porções do território, então não há um único impacto do El Niño. Cada região deve sentir [o fenômeno] de um jeito", afirma o pesquisador Felippe Serigati, do centro de estudos FGV Agro.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal do Oceano Pacífico na região da linha do Equador, o que altera a distribuição das chuvas e as temperaturas.