Um Super El Niño pode estar chegando. Estamos preparados?A história serve de advertência: é preciso estar preparado para os desafios que o fenômeno traz. E será que estamos? Entenda no #EstadãoExplica desta semana. Crédito: EstadãoEm Brasília, o presidente Lula reuniu 21 ministros para discutir os impactos do El Niño, que deve se intensificar. A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, apresentou um plano para mitigar os efeitos climáticos, com reforço de R$ 1,335 bilhão no orçamento. Lula cobrou ações de prefeitos e governadores. O governo antecipou a contratação de usinas termelétricas, elevando o custo da energia em R$ 4,75 bilhões, para garantir a segurança elétrica. Participaram ministros e representantes de órgãos nacionais.BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu 21 ministros na manhã desta quarta-feira, 29, para discutir os possíveis efeitos do El Niño, que deve se intensificar ao longo deste semestre. A reunião não havia sido divulgada previamente pela Secretaria de Comunicação (Secom) do Palácio do Planalto, que só publicou a agenda do presidente na parte da tarde. O início do encontro foi aberto à imprensa, com uma apresentação da ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e uma declaração de Lula.Lula aproveitou sua fala para cobrar medidas de prefeitos e governadores sobre ações de combate a efeitos do El Niño Foto: Wilton Junior/Estadão PUBLICIDADEA ministra detalhou um plano transversal para mitigar os efeitos do fenômeno climático e anunciou o reforço orçamentário de R$ 1,335 bilhão, com ampliação do estoque de milho e arroz para enfrentar o risco de quebra de safra. Especialistas esperam excesso de chuvas no Sul, seca e incêndios no Norte e Nordeste e atraso de chuvas no Centro-Oeste.Lula ainda aproveitou sua fala para cobrar medidas de prefeitos e governadores. “Isso aqui foi um estímulo para que todas as cidades, todos os governadores repitam o que foi feito aqui, para que a gente possa estar preparado para enfrentar qualquer que seja o efeito da crise climática.”Na semana passada, o governo Lula informou que resolveu antecipar para setembro deste ano a contratação de cinco usinas termelétricas que seriam acionadas futuramente, aumentando o custo da conta de luz em R$ 4,75 bilhões.Segundo o Executivo, a medida é fundamental para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro diante do El Niño e do cenário geopolítico e não antecipar os contratos poderia gerar um custo maior para o consumidor.PublicidadeLeia maisEl Niño está crescendo rápido e pode bater recorde histórico‘El Niño expõe atraso da agricultura na adaptação às mudanças climáticas’, diz pesquisadorParticiparam da reunião desta quarta: Miriam Belchior, ministra da Casa Civil; Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública; Alexandre Padilha, ministro da Saúde; Luciana Santos, ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação; André de Paula, ministro da Agricultura e Pecuária; Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia; Tomé Franca, ministro de Portos e Aeroportos; Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Eloy Terena, ministro dos Povos Indígenas; José Guimarães, ministro da Secretaria de Relações Institucionais; João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima; José Múcio, ministro da Defesa; Waldez Góes, ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional; Fernanda Machiaveli, ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; Dario Durigan, ministro da Fazenda; Márcia Lopes, ministra das Mulheres; George Santoro, ministro dos Transportes; Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento; Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social; Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República.Além dos titulares das pastas, também participaram: Cilair Abreu, ministro da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos substituto; Bárbara Oliveira, ministra da Igualdade Racial substituta; Mirna Quinderé, ministra de Estado das Cidades substituta; Cristiane Batiston, diretora-presidente, interina, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA); Silvio Porto, presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); e Edivaldo Miranda, diretor do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).Publicidade