Ex-deputado, que atualmente vive nos EUA, havia anunciado suplência na chapa de André do Prado Ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e deputado André do Prado, candidato ao Senado por SP — Foto: Reprodução/X - Eduardo Bolsonaro O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) recuou do plano de concorrer como suplente na chapa de André do Prado (PL) ao Senado por São Paulo, após a avaliação de que o registro de seu nome poderia inviabilizar a candidatura como um todo e prejudicar o plano de eleger representantes da direita. Prado confirmou ao Valor a saída de Eduardo da chapa e disse que a decisão foi tomada em conversa virtual entre eles nesta terça-feira (28). O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que vive desde o ano passado nos Estados Unidos, ficou inelegível após condenação pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Leia mais: Prado, que é presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo e apoiado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi indicado por Eduardo para concorrer em seu lugar. O candidato afirmou que lamenta a saída do suplente, mas que o aliado "agiu com maturidade" ao optar pela desistência. "Ele consultou a equipe jurídica e a avaliação foi a de que, por precaução, seria melhor ele deixar essa vaga, para não 'contaminar' a chapa", disse. Ele afirmou que é um prejuízo para a candidatura a perda "de alguém da estatura do Eduardo", mas que o acordo entre eles foi o de que o apoio se manterá na campanha. Para seu lugar, Eduardo indicou a vereadora da capital paulista Rute Costa (PL), que ficará com a vaga de segunda suplente. Já Fernando Fiori de Godoy (PL), ex-prefeito de Holambra, que até então ocuparia o posto de segundo suplente, passará a ser o primeiro. Prado, que nos últimos dias vinha declarando que a questão ainda era objeto de análise pela área jurídica do partido, afirmou que Eduardo demonstrou "prudência e responsabilidade" com a decisão. Pela estratégia desenhada pela direita, o presidente da Alesp contará com a base bolsonarista e buscará votos de centro. Eduardo declarou ao portal UOL que desistiu de disputar para evitar o risco de uma eventual impugnação de sua candidatura durante a campanha. O ex-parlamentar disse que a decisão "foi tomada para preservar um projeto maior" e apontou um cenário de "grave insegurança jurídica" e "evidente perseguição política” contra ele e a família. Em junho, Eduardo foi condenado por coação no curso do processo por ter articulado sanções contra membros do Judiciário brasileiro para tentar interferir no julgamento da trama golpista, que condenou Jair Bolsonaro. Com isso, ele ficou inelegível pelos critérios da Lei da Ficha Limpa, que veda candidatura de pessoa condenada por órgão judicial colegiado. Na decisão, os ministros do STF reforçaram que a condenação acarretaria a inelegibilidade por oito anos e a suspensão dos direitos políticos, o que o impede Eduardo também de votar em eleições. O ex-deputado foi representado no processo pela Defensoria Pública da União (DPU), já que não constituiu defesa. A DPU pediu a redução da pena do ex-deputado, que foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão. Na semana passada, o ex-deputado obteve o seu green card, documento que permite a permanência nos Estados Unidos por tempo indeterminado. Ele apareceu no telão, em vídeo gravado, durante a convenção do PL que oficializou a candidatura de seu irmão Flávio à Presidência pelo PL, no último sábado (25).
Eduardo Bolsonaro desiste de concorrer como suplente ao Senado por São Paulo
Ex-deputado, que atualmente vive nos EUA, havia anunciado suplência na chapa de André do Prado








