"Após ouvir advogados em quem confio e refletir profundamente sobre o atual cenário brasileiro, decidi não seguir adiante com o registro da chapa encabeçada pelo Deputado estadual e candidato a senador André do Prado [presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo], na qual eu ocuparia a posição de primeiro suplente", escreveu Eduardo (leia abaixo). Segundo Eduardo descreve na publicação, sua decisão foi tomada para "preservar um projeto maior". Ele alega que está diante de uma "grave insegurança jurídica" e que vive uma "evidente perseguição política contra mim e minha família". "Fui fortemente aconselhado a não criar qualquer circunstância que pudesse colocar em risco uma candidatura ao Senado que considero estratégica para o futuro do Brasil. Nunca fiz política por cargos. Minha missão sempre foi defender a liberdade, a Constituição, a família e os valores que representam milhões de brasileiros", disse o deputado cassado. Governo Trump concede green card dos EUA para Eduardo Bolsonaro Após a publicação do filho do ex-presidente, Do Prado divulgou uma nota em que diz ter recebido com "respeito a decisão do sempre deputado federal Eduardo Bolsonaro". Com a desistência, o ex-prefeito de Holambra, Fernando Fiori de Godoy, será o primeiro suplente na chapa, e a vereadora de São Paulo, Rute Costa, a segunda suplente, segundo o candidato. "Seguimos unidos, fortalecidos e focados na construção de um projeto que representa milhões de paulistas e brasileiros. Tenho plena convicção de que continuaremos caminhando juntos, cada um cumprindo sua missão, sempre em defesa dos valores que nos unem", afirmou André do Prado, em nota. Do Prado vai concorrer na chapa junto de Guilherme Derrite (PP), deputado federal que busca o Senado, e com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tenta a reeleição. Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos Filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Eduardo está fora do Brasil desde março do ano passado, quando viajou para os Estados Unidos. À época, ele articulou com o governo norte-americano para evitar a condenação de seu pai no STF no julgamento da trama golpista -- Jair recebeu pena de 27 anos. Na prática, o "green card" transforma o brasileiro em residente permanente nos EUA, mas não altera sua cidadania brasileira nem encerra os processos judiciais que ele responde no Brasil.