O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro começou a divulgar nas redes sociais o convite para o lançamento da pré-candidatura ao Senado, por São Paulo, do deputado estadual André do Prado (PL). O material anuncia que, além do presidente da Assembleia Legislativa, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, vão estar no evento, no próximo dia 20. Eduardo, que detém a vaga de primeiro suplente na chapa, só deve participar por vídeo, segundo aliados. Não há menção à eventual presença dele nas peças de divulgação. Morando nos Estados Unidos desde o ano passado, o político — que era inicialmente o pré-candidato ao Senado e concordou com a indicação de Prado como seu substituto — não tem previsão de retorno ao Brasil, onde alega sofrer perseguição política. Ele é alvo de investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) por coação judicial. A reportagem não conseguiu contato com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o lançamento, foi reservado um espaço de eventos em Guarulhos, cidade da região metropolitana, com capacidade para mais de 5 mil pessoas, número que o partido espera atingir. Interlocutores de Eduardo no PL dizem que o ex-deputado está fortemente engajado na pré-campanha da chapa e que "a vitória do André é uma vitória para ele". "Alô, São Paulo", escreveu Eduardo, ao divulgar o convite para o dia 20, em seu perfil no X. O plano do partido é registrar Eduardo como suplente, embora existam discussões sobre questionamentos na Justiça Eleitoral, pelo fato de ele estar vivendo fora do país. Prado tem dito que a situação já foi analisada pela assessoria jurídica do partido e que o ex-deputado "está apto" para ser seu suplente, do ponto de vista legal. A direita já lançou, para a outra vaga no Senado em disputa neste ano, o deputado federal Guilherme Derrite (PP). O cenário, no entanto, está congestionado, já que o deputado federal Ricardo Salles (Novo) decidiu manter sua pré-campanha a senador, mesmo sem espaço formal na chapa de Tarcísio. Lideranças do segmento têm preocupação com a pulverização dos votos e insistem que o ideal seria apresentar somente dois nomes.