0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Nem o diploma universitário tem sido suficiente para alçar as mulheres negras em posições de liderança no mercado de trabalho brasileiro. Uma pesquisa inédita do Instituto Social Espaço Negro (GEN) revela que, mesmo entre profissionais com ensino superior completo, a taxa de desemprego das mulheres negras chega a 3,8% — quase o dobro da registrada entre homens brancos com a mesma escolaridade (2,1%) e equivalente à de homens brancos que concluíram apenas o ensino médio. O GEN é uma organização dedicada ao desenvolvimento de lideranças negras e à promoção da equidade racial no ambiente corporativo Entre as que conseguem chegar à liderança, a ascensão continua sendo o maior obstáculo. Hoje, 537 mil mulheres negras ocupam cargos formais de liderança, sendo que 98,5% têm ensino superior completo. Ainda assim, sua presença despenca conforme aumenta a remuneração dos cargos: elas representam 49,3% das posições de liderança de menor remuneração, mas apenas 7,4% dos postos mais bem pagos, traduzindo em números o persistente teto de vidro nas empresas brasileiras. A pesquisa foi feita neste mês com base em dados da PNAD, da A RAIS (Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho).