Enfermeiro especializado em tratamento de feridas conseguiu descer montanha após acidente e afirmou que poucos centímetros poderiam ter sido fatais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 David Cifaldi ferido por bastão em montanha e no hospital — Foto: David Cifaldi via The New York Times RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/07/2026 - 20:46 Montanhista sobrevive a acidente em Granite Peak com bastão atravessado no corpo Um montanhista de 32 anos sobreviveu a um acidente em Granite Peak, Montana, quando seu bastão de caminhada atravessou seu corpo. Mesmo ferido, ele caminhou 16 km até receber socorro. Enfermeiro especializado, avaliou que o pulmão não foi atingido, o que evitou um desfecho fatal. Após cirurgia para remoção do bastão, ele se recupera, destacando a importância de equipamentos de resgate em trilhas remotas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um montanhista de 32 anos sobreviveu após cair sobre o próprio bastão de caminhada, que atravessou seu corpo durante uma escalada no Granite Peak, o ponto mais alto do estado de Montana, nos Estados Unidos. Mesmo gravemente ferido, ele caminhou cerca de 16 quilômetros até alcançar um local seguro e receber atendimento médico. As informações são do jornal The New York Times. O acidente aconteceu em 20 de julho, quando David Cifaldi subia a montanha ao lado de dois amigos. Após cerca de sete horas de caminhada, ele escorregou em uma pedra e caiu. Ao tentar entender o que havia acontecido, percebeu que um dos bastões de caminhada havia atravessado seu corpo. Enfermeiro especializado em tratamento de feridas no Hospital Regional St. Vincent, em Billings, Cifaldi rapidamente avaliou a própria condição. O bastão entrou pela região abaixo da axila esquerda, atravessou o músculo das costas e saiu do outro lado. Segundo ele, não havia muito sangramento, conseguia respirar normalmente e acreditava que pulmão e tórax não haviam sido atingidos. Enquanto um dos amigos enviava um pedido de socorro por meio de um aparelho de comunicação via GPS, outro fotografava o ferimento para que Cifaldi pudesse analisá-lo. Convencido de que conseguiria sair da montanha sem precisar de um resgate de helicóptero, ele decidiu iniciar a descida. Os três percorreram lentamente o caminho de volta durante cerca de seis horas. Um dos amigos seguia à frente avisando outros trilheiros sobre o homem ferido, enquanto o outro monitorava constantemente a perfuração após receber instruções de primeiros socorros do próprio Cifaldi. David Cifaldi foi ferido por bastão em montanha — Foto: David Cifaldi via The New York Times Ao longo do trajeto, eles enfrentaram trechos com pedras e neve até chegarem ao início da trilha de Mystic Lake. Cerca de 16 quilômetros depois do acidente, Cifaldi finalmente foi colocado em uma ambulância. O montanhista contou ao jornal que nunca perdeu a confiança porque estava acompanhado por dois amigos experientes. Segundo ele, percebeu que sobreviveria quando o grupo fez uma pausa para comer e começou até mesmo a fazer piadas sobre o acidente. No primeiro hospital, os médicos preferiram não retirar imediatamente o bastão por causa do risco de hemorragia. Como o objeto permanecia alojado havia cerca de sete horas, ele acabou sendo transferido para o hospital onde trabalha. Após exames e radiografias, os médicos realizaram o procedimento para remover o bastão sob sedação consciente e instalaram um dreno no local. Cifaldi afirmou que só sentiu dor depois que acordou da sedação. Apesar da vontade de voltar ao trabalho no dia seguinte, os médicos determinaram uma semana de repouso. Ele retornou às atividades alguns dias depois, ainda com dores, mas em recuperação. Segundo o enfermeiro, os médicos disseram que, se o bastão tivesse penetrado apenas cerca de três centímetros a mais, o acidente poderia ter sido fatal ou causado ferimentos muito mais graves. Depois da experiência, Cifaldi afirmou que a principal lição foi nunca fazer trilhas em locais remotos sem um equipamento capaz de acionar equipes de resgate. — Não sou um trilheiro amador. Estou em forma e treinava para uma maratona quando isso aconteceu. Foi apenas um acidente fortuito. Ter uma forma de chamar o resgate fez toda a diferença — afirmou. Ele também lamentou que o grupo não tenha conseguido concluir a subida ao cume e disse esperar voltar à montanha no próximo ano.
Montanhista tem corpo atravessado por bastão e caminha 16 km para sobreviver
Enfermeiro especializado em tratamento de feridas conseguiu descer montanha após acidente e afirmou que poucos centímetros poderiam ter sido fatais








