Esportista errou a rota durante a descida de rapel nas Dolomitas Friulanas, no nordeste do país. Nevoeiro e risco de queda de pedras dificultaram o resgate 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Homem ficou pendurado por horas a poucos metros do topo da montanha — Foto: Reprodução - La Nacion RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você O esportista de 53 anos errou a rota de rapel durante a descida com a esposa. Ele ficou preso no cinto de segurança sob risco de complicações circulatórias. Devido ao forte nevoeiro e perigo de queda de rochas, o helicóptero não pôde se aproximar. Os socorristas precisaram acessar o local escalando a montanha. A complexa operação de resgate durou cerca de seis horas e terminou na madrugada. O alpinista foi retirado em segurança e permaneceu lúcido. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um alpinista de 53 anos ficou suspenso por horas a cerca de 50 metros do cume do Campanile di Val Montanaia, nas Dolomitas Friulanos, na Itália, depois de errar a rota durante uma descida de rapel. O resgate foi dificultado pelo nevoeiro, pela baixa visibilidade e pelo risco de queda de pedras, mas o homem foi retirado em segurança por uma equipe especializada. O incidente ocorreu na tarde da última quarta-feira (19), quando o alpinista e a esposa iniciaram a descida de rapel a partir do cume. Segundo o jornal local Corriere della Sera, os dois escolheram a rota errada depois de chegar a uma ampla saliência da montanha e acabaram se desviando para oeste Após descer cerca de 50 metros, o homem ficou suspenso no ar e não conseguiu prosseguir. A esposa permaneceu na varanda da montanha, à espera de socorro. A situação exigia uma intervenção rápida devido ao risco de o alpinista desenvolver a chamada “síndrome da suspensão inerte”, uma condição associada a complicações na circulação sanguínea provocadas pela imobilidade e pela permanência prolongada preso a um cinto de segurança. Resgate foi dificultado pelo nevoeiro Um grupo que estava na base do pináculo rochoso percebeu que o casal estava em dificuldade. Como não conseguia estabelecer contato com os dois, os integrantes seguiram a pé até um refúgio, a cerca de duas horas e meia de distância, para avisar o centro médico de emergência regional. Depois de receber o alerta, as autoridades mobilizaram integrantes da estação de resgate alpino de Valcellina, o serviço regional de resgate aéreo e uma ambulância. A operação, porém, foi dificultada pelas condições meteorológicas adversas. A neblina e a baixa visibilidade impediram que o helicóptero se aproximasse diretamente do alpinista. Havia ainda o risco de que o vento provocado pelas hélices deslocasse pedras, colocando em perigo tanto o esportista suspenso quanto o socorrista que seria enviado até ele. Equipe precisou mudar estratégia de resgate A neblina e a baixa visibilidade impediram que o helicóptero se aproximasse diretamente do alpinista. O deslocamento de pedras provocado pelo vento das hélices também representava um grande risco, tanto para o homem suspenso quanto para o socorrista que precisaria chegar até ele. Diante do cenário, a equipe decidiu mudar a estratégia de resgate. O helicóptero contornou a montanha e deixou três socorristas em um ponto mais elevado. De lá, eles seguiram até o local onde o casal estava, levando várias cordas de 200 metros para completar o percurso. Os socorristas chegaram à varanda ao anoitecer. Um deles então desceu de rapel até o alpinista, prendeu-o ao equipamento de segurança e cortou as cordas que o mantinham suspenso. Depois, acompanhou o homem durante o retorno à base. Exausto após passar horas suspenso, o alpinista permaneceu lúcido durante toda a operação. O resgate começou às 18h50 e terminou por volta da 1h da madrugada.