Zelita, apelido desde a infância, contava que a primeira manifestação de cinetose, ou doença de movimento, se manifestara pela primeira vez quando transportada de charrete, ainda bebê, da fazenda em que nascera para a casa da família em Poconé (MT).
A síndrome a acompanhou até a última viagem, na manhã de terça-feira (21), para a internação hospitalar em São Paulo, breve como desejara, onde morreu três dias depois, em consequência de agravamento de insuficiência cardíaca aguda, diagnosticada em 2025.
Se lhe limitou o trânsito, a cinetose jamais a desacelerou. Criada com os sete irmãos em Cuiabá, Maria José encontrou lá, numa visita a uma loja de departamentos, seu marido paulista, Aimar (1934-2015), filho de imigrantes, pai libanês, mãe espanhola. "É com ele que vou me casar", teria asseverado para uma das irmãs ao vê-lo.
Casaram-se em 1956 e se mudaram para São Paulo. Iniciaram ambos a vida no centro da cidade, trabalhando ela como por um tempo na Relojoaria Hora Mundial, e ele como vendedor de roupas na Ducal, onde ascenderia até gerente-geral da rede de lojas masculinas. Dedicar-se à nova família tornou-se sua devoção a partir de 1960, com a gravidez do primeiro filho, Aimar como o pai. Não tardaram o segundo, Amir, em 1963, e o terceiro, Ayr, no ano seguinte, com a caçula Alessandra nascendo em 1968.









