Maria da Conceição Roza Baier aprendeu muito em 102 anos de vida. Soube que era possível vencer batalhas improváveis, com determinação, fé, serenidade e alegria.
Conceição, como era chamada entre os oito irmãos, também aconselhava. Mostrou que, diante de situações conflitantes, era preciso olhar o outro lado da história.
Sempre que o neto Ronnie de Alvarenga chegava até ela tomado de raiva ou indignação, a vozinha, como era chamada, o fazia olhar a mesma história por outro ângulo, mostrando que sempre existia uma maneira diferente de compreender as pessoas e os acontecimentos.
"Ao final de cada conversa, a raiva dava lugar à paz, e eu saía dali com o coração muito mais leve. Esse era um dos maiores presentes que a vozinha sabia oferecer", diz ele.
Nascida em Bom Jardim (RJ), Conceição mudou-se para o norte do Paraná aos 24 anos, ao lado do marido Waldemar Baier, com quem viveu por 60 anos. Eles tiveram oito filhos e, antes de se mudarem para Curitiba, em 1978, passaram por diversas cidades do interior paranaense. A família cuidou de lavouras por três décadas, período em que enfrentou muitas dificuldades.









