Ao longo de sua carreira, a artista baiana reuniu pensamentos sobre diversos assuntos — alguns deles, viralizando nas redes sociais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Maria Bethânia em show no Rio, em 2025 — Foto: Leo Martins RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você A consagrada intérprete celebra seus 80 anos de vida com uma trajetória marcada por canções românticas. Suas declarações marcantes refletem sentimentos profundos. Ao longo de sua carreira, a artista baiana reuniu pensamentos emblemáticos sobre música e política. Suas entrevistas revelam visões singulares sobre o mundo. O acervo de declarações históricas concedidas ao jornal O GLOBO destaca a força de suas palavras. A seleção celebra o legado da grande frasista. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Completando 80 primaveras nesta quinta-feira (18), Maria Bethânia é conhecidíssima pelas músicas em que canta o amor. Intérprete de sucessos como “Olhos nos olhos”, “Cheiro de amor”, “Sonho meu”, “Gostoso demais”, “Brincar de viver” e “Fera ferida” (apenas para citar algumas do repertório), ela também se destacou ao longo da carreira como uma grande frasista. É assim: basta que ela abra a boca para refletir sobre sentimentos, sobre o próprio ofício no palco ou para emitir alguma rara opinião política, que suas frases acabam se tornando ícones. Desde os primeiros anos de carreira, a artista coleciona esses tipos de frase tanto em entrevistas ao GLOBO quanto para outros veículos de imprensa sobre os mais variados aspectos da vida. Veja a seguir uma seleção das melhores encontradas: Maria Bethânia, no programa 'Sexta Super', em 1979 — Foto: Anibal Philot Quando se transa com amor, você sangra. É um drama Eu adoro cantar em lugar onde as pessoas vão namorar — ao comentar seus lugares preferidos para se apresentar, em entrevista ao GLOBO, em 1976 Sempre um personagem que está em todos os meus shows, às vezes esse personagem é Maria Bethânia, às vezes não. A coisa que eu mais queria era ser atriz — sobre apresentações teatralizadas em entrevista ao GLOBO, em 1976 Sou uma pessoa eternamente apaixonada, que vivo namorando, amando — ao expor suas paixões em entrevista ao GLOBO, em 1978 A coisa que mais me tira do sério é quando mexem com a minha liberdade. Não quero. Não admito. Não há condição. Eu morro se fizerem isso — após a sua autonomia em entrevista ao GLOBO, em 2005 Não sei seduzir nada. Eu sei cantar. Se você me mandar seduzir alguém, eu vou errar total — em entrevista à Naná Karabachian, em 2019 Ninguém fica indiferente a mim; ou me ama ou me odeia — ao refletir sobre a “mágica do palco” em entrevista ao GLOBO, em 1978 Eu sou pequena para compreender tanto — ao agradecer a homenagem da Mangueira no carnaval de 2016, em entrevista à GloboNews O meu canto é uma coisa clara, transparente — definindo-se em entrevista ao GLOBO, em 1978 E lá que me transo bem. Lá, até de barata, bicho que mais me apavora, não tenho medo. Se pintar uma, olho para ela e ela já cai dura e preta — sobre a presença no palco em entrevista ao GLOBO, em 1980 Maria Bethânia em desfile da Mangueira em sua homenagem, em 2016 — Foto: Gabriel de Paiva Graças a Deus, não tenho tido problemas de censura com as músicas que escolho. Talvez porque a censura não caia tão em cima do amor. O povo mesmo já se reprime — sobre canções de amor, em entrevista ao GLOBO, em 1978 Estou fazendo um show para alegrar. Sendo assim, nada de endurecimento. Chega a vida — ao conta a sua expectativa para um show em entrevista ao GLOBO, em 1980 Acho que político não deve cantar. Cantar é para a gente, cantor, artista. Político faz discurso — sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro ter cantado "Evidências", música que ela costumava interpretar em seus shows, em entrevista a Pedro Bial, em 2019 É igual a você não ser. Ou você é viado ou você não é viado. As duas coisas são idênticas — em resposta, ao ser questionada sobre “lesbianismo”, no documentário “Os Doces Bárbaros”, de Jom Tob Azulay (1976) Estou lutando para ser cada vez mais fiel apenas à minha arte de cantar. É o que sei, o que minha inteligência lê, o meu coração ordena. O ser humano é muito só, ele é que sabe o que sente. A única certeza que o artista tem é a da sua intuição — ao falar sobre o seu “ofício” em entrevista ao GLOBO, em 1983 Tenho certa dificuldade com as pessoas, o carioca tem um orgulho esnobe, meio chique, meio metidinho. Mas a cidade me cativa — ao falar de sua relação com o Rio em entrevista ao GLOBO, em 1985 Tudo tem um limite, o ser humano não possui asas, não pode voar — ao comentar excessos em um protesto estudantil em entrevista ao GLOBO, em 1987 Foi-se o tempo em que Paris tremia com alguns tamborins e três mulheres peladas — ao falar da boa fase da cultura brasileira no exterior em entrevista ao GLOBO, em 1994 Roberto é mesmo um Deus em todos os puteiros do Brasil. Ele é um fenômeno, um dos melhores cantores que nós temos — ao elogiar o cantor Roberto Carlos em entrevista ao GLOBO, em 1994 Sou complicada e tão simples. É um drama. Na minha vida, as coisas ainda são confusas — sobre o seu jeito de ser em entrevista ao GLOBO, em 1973 Maria Bethânia em show no Rio em 1996 — Foto: Julio Cesar Guimarães Precisávamos de um Procon para o voto. Não gostei, então quero revogar. — ao sugerir plataforma de reclamação em entrevista ao GLOBO, em 1997 Nem pra cima, nem pra baixo. Eu sei exatamente o meu tamanho. Não é o sucesso que vai me dizer — em trecho do documentário “Maria – Ninguém sabe quem sou eu” (2022), dirigido por Carlos Jardim Para mim, as pessoas não estão tão bonitas como eram. Gosto de ver gente bonita, classuda, elegante — sobre suas percepções em entrevista à revista Ela, do GLOBO, em 2023 Eu faço questão de dar a palavra final sobre o repertório. Pois sou eu que tenho de sentir o que vai ser cantado — sobre a sua autonomia em entrevista ao GLOBO, em 1999 O ideal era que ficasse sempre friozinho. O que falta ao Rio para chegar à perfeição é isso: a Pedra da Gávea assim, coberta de neve — falando sobre o Rio em entrevista ao GLOBO, em 1999 Meu contrato é caro, meu disco é caro, tudo meu é caro. E as gravadoras estão sempre atrás de um bestseller, de preferência barato — após mudança de gravadora em entrevista ao GLOBO, em 2001 Eu sempre quis o sucesso, eu gosto do sucesso, faz parte da carreira que eu escolhi — ao refletir sobre sua carreira já de sucesso, em entrevista ao GLOBO, em 1976 Campanha política que não fala em árvore e em água, para mim, não presta — em entrevista por ocasião do Prêmio da Música Brasileira, em 2022, que se tornou viral nas redes sociais Quero tocar o coração das pessoas. Nasci para fazer isso — comentando o seu ofício em entrevista ao GLOBO, em 2015 O sucesso é muito mais perigoso do que o fracasso — em reflexão sobre seus êxitos em entrevista ao GLOBO, em 1983 Apresentação de Maria Bethânia no espetáculo 'Drama, luz da noite', no Teatro da Praia, em 1973 — Foto: Athayde dos Santos Não gosto mais de falar do Brasil. Tenho vontade de chorar — em 2021, durante a pandemia e pouco antes de realizar uma live, em entrevista ao El País Gosto demais do Brasil, mesmo que fique triste. — refletindo sobre o país em entrevista ao GLOBO, em 1999 Amor não é um departamento pequeno. Quando falo em amor é uma coisa grande, tipo infinito, tudo — sobre o sentimento, em entrevista ao GLOBO, em 1978 Não ter fevereiro em Santo Amaro, para mim, é negar a vida. Não consigo levar numa razoável, quanto mais numa boa — sobre a Festa da Purificação na cidade baiana em entrevista ao GLOBO, em 2021 Música, para mim, é estudo. Quando quero fazer alguma coisa eu ouço muitas músicas, muitos cantores, mas não sou muito de me divertir com música. Se tiver barulho, eu durmo, mas não se tiver música — falando da relação com a música em entrevista ao GLOBO, em 2021 É como tirar uma perna da mesa estabilizada. Desequilibra. Tudo fica muito desequilibrado. Até você entender... e o esforço a ser feito para que ela se mantenha com os três pés que lhe restam (Bethânia, Gil e Caetano) é muito grande, demora, não é rápido — sobre a morte de Gal Costa em entrevista ao Fantástico, em 2022 O sucesso, quando verdadeiro, é muito profundo, porque a gente sente no aplauso, muito mais do que o prazer, a gente sente uma profunda aceitação, um amor muito grande — em reflexão sobre seus êxitos em entrevista ao GLOBO, em 1983 Se eu me apaixonar, pouco me importa se é homem, mulher, cachorro, periquito ou papagaio — sobre as suas paixões em entrevista à revista Ela, do GLOBO, em 2023 Ao mesmo tempo que tenho receio, fico excitada. O que será? Acho que precisa balançar geral. O mundo está precisando ver o que que a baiana tem, ver a cor da rosa — sobre a expectativa para um show em entrevista ao GLOBO, em 1999 O mundo ficou meio insuportável, é meio difícil de ultrapassar as coisas do cotidiano, de aeroporto, de assalto, de Linha Vermelha fechada, de ônibus assaltado, de polícia, de tiro, de bandido — ao comentar dificuldades em entrevista ao GLOBO, em 2025 Relembre momentos importantes da carreira de Bethânia 1 de 9 O espetáculo "Opinião" a projetou Maria Bethânia nacionalmente — Foto: Divulgação 2 de 9 Bethânia e Ítalo Rossi no espetáculo "Brasileiro, profissão: esperança", na década de 1970 — Foto: Thereza Eugênia X de 9 Publicidade 9 fotos 3 de 9 De moto, com o irmão Caetano Veloso, na década 1970 — Foto: Rodolpho Machado 4 de 9 Entre Gil, Caetano e Gal, na estréia do show "Os doces bárbaros", no Canecão, em 1976 — Foto: ntonio Ney X de 9 Publicidade 5 de 9 Com Gal e Rita Lee no especial "Mulher 80", da TV Globo — Foto: Anibal Philot 6 de 9 Entre Miúcha e Nana Caymmi no show "Brasileirinho" — Foto: Marcos Ramos X de 9 Publicidade 7 de 9 Com Chico Buarque em Show da Mangueira — Foto: Divulgação 8 de 9 Homenageada pela Mangueira no carnaval de 2016 — Foto: Guito Moreto X de 9 Publicidade 9 de 9 No Prêmio da Música Brasileira com Gloria Groove, em maio deste ano — Foto: Lucas Tavares Cantora comemora 60 anos de carreira em 2025
Maria Bethânia, 80 anos: leia frases da 'cantora do amor' sobre os sentimentos, música e política
Ao longo de sua carreira, a artista baiana reuniu pensamentos sobre diversos assuntos — alguns deles, viralizando nas redes sociais










