Pés descalços, cabelos esvoaçantes, gestos dramáticos, uma cena em que música, poesia e devoção se confundem. Poucos artistas brasileiros construíram uma iconografia tão imediatamente reconhecível quanto Maria Bethânia.
Aos 80 anos, a serem completados neste 18 de junho, e após seis décadas de carreira, Bethânia permanece uma figura singular da cultura brasileira —não apenas pela presença que criou nos palcos, mas pela forma como conduziu sua trajetória.
Ao longo desse período, atravessou movimentos, modismos e transformações da indústria musical sem abrir mão dos próprios critérios. Se pertenceu a algum movimento artístico, foi àquele que ela mesma criou.
E, hoje, está longe de ocupar apenas o lugar de patrimônio cultural. Incansável, segue em atividade e figura entre artistas brasileiros cujos novos projetos ainda mobilizam atenção imediata.
Nos últimos anos, protagonizou, ao lado do irmão, Caetano Veloso, uma das turnês por estádios mais celebradas do país. Depois, em 2025, marcou seus 60 anos de carreira com um show especial e, no mês passado, subiu ao palco ao lado de Shakira, cantando para uma praia de Copacabana lotada.











