Em encontro promovido pelo Wellhub, que anunciou Andre Agassi como embaixador global, o ex-número 1 do tênis associa liderança e desempenho ao cuidado com as pessoas Andre Agassi participou de evento promovido pelo Wellhub em São Paulo e compartilhou experiências sobre esporte, disciplina e qualidade de vida — Foto: Divulgação Mais de 90% das empresas com programas estruturados de bem-estar obtêm Retorno sobre o Investimento (ROI) positivo, aponta pesquisa da plataforma Wellhub. “Quando comparamos os colaboradores que são engajados na rotina de bem-estar com aquele que não são, observamos reduções de 30% nos custos de sinistralidade do plano de saúde, além de queda no absenteísmo e no turnover”, afirma Ricardo Guerra, CEO da marca no Brasil. De acordo com o executivo, nos últimos anos, o tema vem deixando de ser visto como benefício e ganhando espaço na agenda prioritária dos negócios. “Investir em pessoas não é despesa a fundo perdido, mas estratégia de eficiência financeira e mitigação de riscos.” O movimento foi discutido durante evento promovido pelo Wellhub, em São Paulo, que reuniu C-levels e teve como convidado o ex-tenista norte-americano Andre Agassi, embaixador da marca. Abrindo o encontro, Guerra destacou o potencial de alcance das decisões tomadas pelos líderes presentes. Segundo ele, as companhias representadas empregam cerca de 1 milhão de colaboradores, universo que, considerando dependentes, alcança aproximadamente 3 milhões de beneficiários. A relação entre alta performance e saúde integral pautou o bate-papo com o ex-tenista número 1 do mundo, que defendeu que incentivos para o cuidado com a saúde elevam o desempenho individual e os resultados corporativos. “Oferecendo atenção física, mental e emocional adequadas, as horas que os colaboradores dedicam às empresas dobram de valor”, ressaltou Agassi. Durante a conversa, ele contou sobre a infância marcada pela pressão, a identidade atrelada ao alto desempenho e a longa jornada de aprendizado até ressignificar o sucesso e focar apenas no que era possível controlar. “Treine de forma inteligente e valorize a recuperação. Descanse bem, coma bem e organize a cabeça, os pensamentos e o coração", aconselhou. Ao falar sobre liderança, Agassi, que foi oito vezes campeão de Grand Slam, afirmou que resultados duradouros dependem de colocar as pessoas em primeiro lugar. "Em nenhuma circunstância deve-se colocar uma agenda à frente do ser humano." Para ele, disciplina e consistência que sustentam resultados só se mantêm quando combinadas com cuidado, presença e propósito. Busca por sentido Quando relembra momentos de auge e de crise na carreira, entre eles a queda para a 141ª posição do ranking mundial, Agassi destaca a mudança que aconteceu quando deixou de lado a obsessão produtiva e passou a reconhecer suas limitações. “Sem vulnerabilidade não há humildade. Sem humildade, você não enxerga seus pontos cegos, não vê suas fraquezas, não consegue montar sua equipe do jeito que quer, nem liderá-la como deseja.” Ele contou que, olhando para suas dores e descobrindo finalmente o amor pelo tênis depois de anos de carreira, decidiu reconstruir sua história e encontrou ainda mais sentido ao dedicar-se à educação. Na fase em que estava em crise, investiu recursos próprios para financiar o projeto de uma escola e, nos últimos dez anos, injetou cerca de R$ 1,3 bilhão na criação de uma rede de 130 unidades voltadas para comunidades de baixa renda nos Estados Unidos. "Quando enxerguei um propósito maior do que eu mesmo, encontrei também uma razão para voltar a competir", afirmou. Dessa forma, segundo ele, o trabalho social definiu seu retorno não só ao topo do esporte, mas ao controle da própria vida. Mudança cultural Se a experiência de Agassi ilustra a importância da saúde física e mental para o desempenho individual, nas empresas, o desafio é transformar esse conceito em prática de gestão de pessoas. O evento reuniu clientes e parceiros para apresentar oficialmente Andre Agassi como novo embaixador global do Wellhub — Foto: Divulgação Guerra ressaltou que a eficácia das iniciativas depende menos da oferta de benefícios e mais da forma como são incorporadas à cultura organizacional. De acordo com pesquisas do Wellhub, quando bem-estar é tratado apenas como benefício e ofertado de forma passiva, a taxa de adesão costuma ser de 30%. Porém, quando a organização o coloca no centro da cultura, com comunicação ativa, engajamento da liderança e incentivo contínuo, o percentual salta para patamares entre 60% e 90%. Desde a mudança de marca de Gympass para Wellhub, a empresa vem reforçando seu posicionamento como plataforma de bem-estar corporativo. Ao reunir academias, aplicativos de saúde mental, programas de nutrição e outros serviços, o Wellhub busca ampliar o acesso a hábitos saudáveis e apoiar empresas na construção de uma cultura voltada ao cuidado integral. “Nesses casos, o funcionário não apenas frequenta a academia, mas também passa a cuidar do sono, da nutrição e da saúde mental, criando uma rotina que ajuda na performance individual e corporativa”, disse o CEO do Wellhub. A plataforma conecta empresas a academias, aplicativos e serviços voltados atividade física, saúde mental, nutrição e qualidade de vida, ampliando o acesso dos colaboradores a soluções de bem-estar. Acesse: wellhub.com.