Família questiona decisão na Geórgia e afirma que deficiência do menino não foi considerada 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Os administradores disseram que o encontraram apontando um sanduíche que ele havia mordido, no formato de uma arma, durante o horário do almoço na escola — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/07/2026 - 07:54 Suspensão de Menino Autista na Geórgia Gera Debate sobre Inclusão Escolar Um menino autista de seis anos foi suspenso de uma escola na Geórgia, EUA, após morder um sanduíche em forma de arma e apontá-lo para um colega. A família questiona a decisão, alegando que o autismo do garoto não foi considerado. Com 33 medidas disciplinares desde 2023, a mãe critica a severidade da punição. O caso reacendeu o debate sobre o tratamento de estudantes com deficiência. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um menino autista de seis anos foi suspenso de uma escola no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, após morder um sanduíche em formato de arma e apontá-lo para um colega durante o horário do almoço. O caso ocorreu em março do ano passado na Escola Primária Sara Harp Minter, no Condado de Fayette, mas voltou a ganhar repercussão depois que a família decidiu tornar o episódio público, nesta semana, em busca de mudanças na forma como estudantes com deficiência são tratados. Segundo a emissora Atlanta News First, John Medina, aluno da primeira série, foi impedido de retornar às aulas após o incidente. A mãe, Kristin Medina, afirmou que recebeu uma ligação da escola comunicando a suspensão do filho. — Você fica simplesmente perplexo — disse ela ao veículo, acrescentando que acredita que a escola não levou em consideração o diagnóstico de autismo antes de aplicar a punição. Histórico disciplinar e críticas da família Registros escolares obtidos pelo Atlanta News First mostram que John recebeu ao menos 33 medidas disciplinares desde 2023, incluindo 14 suspensões. Entre os episódios registrados estão ter apontado uma garrafa de água enquanto imitava sons de tiros e um desenho que retratava um peregrino atirando em um peru. Segundo a mãe, o interesse do menino por armas surgiu após ele conhecer um policial. A família contratou Donna Reynolds, ex-diretora de educação especial em outro distrito escolar da Geórgia, para representá-la nas reuniões com o Distrito Escolar do Condado de Fayette. Para ela, o episódio não justificaria uma punição tão severa. — Não creio que uma criança de seis anos sem autismo entenderia que isso não é apropriado. Eles transformam os dedos em armas. Pegam gravetos e os transformam em armas. É preciso analisar o quadro completo, considerar a idade, a deficiência e avaliar se a disciplina realmente vai mudar esse comportamento — afirmou. O caso também foi citado durante uma reunião do conselho de educação do condado, na qual pais relataram situações semelhantes envolvendo crianças com deficiência. Após sucessivas tentativas de contato do Atlanta News First, o superintendente Jonathan Patterson divulgou uma nota afirmando que o distrito está comprometido em dialogar com as famílias para buscar soluções para esses casos, mesmo quando há divergências. Desde a suspensão, Kristin afirma que o impacto emocional sobre o filho tem sido significativo. — Houve momentos em que ele chegava em casa dizendo: "Eu sou um menino mau". Isso é muito difícil de lidar como mãe — relatou.