O pai de um adolescente que matou a tiros quatro pessoas em sua escola de ensino médio na Geórgia, em 2024, foi condenado nesta quinta-feira (29) a 15 anos de prisão, depois que um júri concluiu que ele tinha responsabilidade criminal pelo ataque cometido pelo seu filho.

O pai, Colin Gray, 55, foi condenado em março por homicídio doloso e culposo, entre outras acusações. Os promotores argumentaram que ele carregava uma parcela significativa da culpa pelo ataque na cidade de Winder porque havia dado ao filho, Colt, então com 14 anos, o fuzil usado por ele e não deu atenção aos sinais de deterioração da saúde mental do garoto e sua crescente obsessão por violência.

Processar os pais de menores de idade que cometem ataques a tiro tornou-se uma das mais recentes frentes na busca por responsabilização em um país frustrado com a recorrente violência armada. O caso contra Colin Gray se destacou pela gravidade das acusações. Sua sentença potencial variava de 10 anos de liberdade condicional a 243 anos de prisão; os promotores haviam pedido uma pena de 80 anos.

O juiz Nicholas Primm, do Tribunal Superior do condado de Barrow, destacou a novidade do caso, descrevendo-o como o primeiro do tipo na Geórgia e o segundo no país. Ele reconheceu que Gray não havia orquestrado o ataque, nem sequer tinha conhecimento dos planos específicos de seu filho. Mas suas ações —ou, mais precisamente, sua omissão— permitiram que o ataque acontecesse.