Um menino autista de 11 anos, que mora em Belo Horizonte, frequenta a mesma escola particular há seis anos. Sua mãe, Mara Fonseca, 49, conta que o filho é um doce, beijoqueiro, "o retrato da felicidade: acorda às 3h como se fosse meio-dia".

O menino não fala nenhuma palavra. Ele está iniciando o uso da comunicação aumentativa e alternativa (CAA), tem sessões semanais de fonoaudiologia, psicologia (terapia comportamental ABA) e terapia ocupacional e é acompanhado regularmente por psiquiatra.

A mãe, administradora, costuma confeccionar materiais estruturados para apoiar as atividades propostas pela escola à turma regular. Segundo ela, a escola não tem serviço de AEE (Atendimento Educacional Especializado), mas o menino contava com uma mediadora para apoiá-lo no período escolar.

A história desse menino, que eu não conheço, poderia ser a do meu filho. O filho de Mara foi desligado da escola.

A mãe contou à coluna que recebeu, no dia 31 de agosto, uma carta informando sobre o desligamento imediato da criança. Os problemas começaram a se intensificar após a saída da mediadora que o acompanhava havia cerca de um ano. Segundo ela, a escola informou que uma funcionária dos serviços gerais ficaria com a criança até a contratação de uma nova mediadora.