Representante de Comércio dos EUA avalia que efeito econômico é neutro, considerando aplicação em universo menor de países O Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer — Foto: REUTERS/Piroschka van de Wouw O representante de Comércio dos EUA (USTR), Jamieson Greer, disse nesta segunda-feira, em entrevista à Fox News, que as mais recentes tarifas impostas pela Casa Branca a 60 parceiros comerciais, em razão de alegações sobre trabalho forçado, não terão impacto econômico — em parte, segundo ele, porque as alíquotas de 10% e de 12,5% são similares a anteriores que incidiam sobre um conjunto maior de países. Os novos agravos tarifários no âmbito da Seção 301 incidem sobre um grupo menor de países do que a tarifa temporária anterior de 10%, que era universal. “Não acho que terá qualquer impacto”, disse Greer ao ser questionado se a recente imposição de taxações a importações teria efeito sobre a decisão de política monetária do Federal Reserve, o BC dos EUA, nesta semana. “Temos tarifas sobre um grupo menor de países, não é sobre o mundo todo. E muitas das alíquotas são similares [ao que se tinha antes], de forma que não terá impacto econômico diferente do que já tínhamos antes”, reiterou. Ele disse também que o USTR continua a trabalhar em outra investigação, relacionada à Seção 301 da Lei Comercial de 1974, em que se apura excesso de capacidade industrial em 16 parceiros comerciais, entre os quais China, Vietnã, México e União Europeia. “Concluiremos essa investigação em breve, e faremos uma proposta”, disse Greer, acrescentando que essa apuração também pode resultar em imposição de tarifas adicionais. Greer defendeu o uso da Seção 301 — relacionada a práticas de comércio desleais — para as tarifas, após a Suprema Corte ter rejeitado a aplicação de encargos tarifários com base em lei de emergência nacional.