Novas alíquotas de 10% e 12,5% substituem taxa temporária de 10% que chegou ao fim e geram críticas contidas em parceiros comerciais afetados 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Chanceler da União Europeia, Kaja Kallas — Foto: Nicolas Tucat/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 10:39 "Novas Tarifas dos EUA Geram Críticas, Mas Sem Retaliações Imediatas" A nova rodada de tarifas dos EUA, com alíquotas de 10% e 12,5%, gerou críticas de parceiros comerciais, mas sem retaliações imediatas. A UE classificou a medida como "surpresa negativa" e exigiu esclarecimentos. A China criticou as tarifas de forma geral, mas deve ignorá-las até reunião com Trump. Canadá e México mantêm reações contidas, enquanto a Austrália expressou descontentamento. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A nova rodada de tarifas anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou críticas entre parceiros comerciais do país, mas reações contidas na maior parte das economias atingidas. Como as alíquotas de 10% e 12,5% substituem uma taxa global temporária de 10% que chegou ao fim ontem, autoridades como as de União Europeia, Canadá e México não indicaram, até o momento, intenção de retaliar. A China, por sua vez, criticou as tarifas de forma geral, sem se referir especificamente à nova taxa. As novas tarifas recaem sobre produtos de 60 parceiros comerciais. O governo americano justificou a medida alegando falhas no combate ao trabalho forçado, argumento contestado por várias nações incluídas na lista. A União Europeia foi a que teve a reação mais enfática. Classificou o anúncio como uma "surpresa negativa" e afirmou que pedirá esclarecimentos a Washington. A chefe da diplomacia do bloco, Kaja Kallas, disse que as acusações não encontram respaldo nas leis e nas condições de trabalho europeias. — Se compararmos nossas leis trabalhistas com as dos Estados Unidos, temos férias remuneradas e condições de trabalho muito boas para nossos funcionários. Portanto, isso realmente não tem fundamento" — afirmou Kallas à Reuters em um encontro da Asean, em Manila, nas Filipinas. Segundo ela, o bloco cumpriu sua parte no acordo comercial transatlântico firmado no ano passado e não esperava ser incluído na nova medida. A China preferiu não tratar do tema diretamente. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país, Lin Jian, reiterou que Pequim se opõe a todas as formas de tarifas unilaterais durante entrevista coletiva regular nesta sexta-feira. No entanto, Lin não respondeu diretamente a perguntas de jornalistas sobre a possibilidade de a China adotar contramedidas. Analistas avaliam que o governo chinês deve ignorar o tarifaço até pelo menos um novo encontro entre Trump e o presidente da China, Xi Jinping. Os depois devem se reunir em setembro, nos EUA. — A mudança do governo dos Estados Unidos para um novo regime tarifário terá impacto mínimo sobre as tarifas aplicadas à China. Para a máquina exportadora chinesa, qualquer efeito será difícil de perceber. Para o crescimento, o cenário não mudou — apontam os analistas Chang Shu e David Qu. No Canadá, preocupação com outra tarifa No Canadá, a resposta à nova rodada também foi moderada. A Câmara de Comércio do país afirmou que "não deveria ser alvo" e lembrou que o país lidera esforços contra a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. "Se a intenção é realmente combater o trabalho forçado, o foco deve ser uma abordagem coordenada por meio de um mecanismo multilateral", afirmou, em comunicado, Matthew Holmes, vice-presidente executivo da entidade, segundo o jornal britânico The Guardian. "O momento escolhido para essa medida é um tanto suspeito, visto que as rodadas anteriores de tarifas estão expirando", disse ele. Essas tarifas atingirão cerca de 5% das importações americanas provenientes do Canadá e entrarão em vigor em 19 de agosto. Após se reunir com autoridades locais, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou à BBC que "tudo está em aberto, dependendo do resultado das negociações". México diz que nada muda Apesar das críticas, a reação dos parceiros comerciais atingidos tem sido contida. A Noruega informou que não planeja impor tarifas em resposta aos Estados Unidos, enquanto o México afirmou que a mudança não altera, na prática, a carga incidente sobre seus produtos. "Não vemos nenhuma mudança na tarifa efetiva que o México paga atualmente", disse o ministro da Economia mexicano, em um vídeo publicado nas redes sociais, segundo a CNN. A Suíça também contestou a justificativa americana, mas não anunciou contramedidas. Por outro lado, a Austrália, sujeita à alíquota de 12,5%, teve uma reação mais dura. O ministro do Comércio, Don Farrell, classificou a decisão como "completamente injustificada" e afirmou que o governo continuará pressionando Washington pela retirada de todas as tarifas sobre produtos australianos, segundo a CNN.
UE fala em 'surpresa negativa' a tarifaço; países taxados não preveem retaliação
Novas alíquotas de 10% e 12,5% substituem taxa temporária de 10% que chegou ao fim e geram críticas contidas em parceiros comerciais afetados






