Currículos escritos por inteligência artificial e enviados em poucos minutos para dezenas de vagas se tornaram comuns no mercado de trabalho. Essa prática recebeu um nome: doomjobbing, comportamento marcado pelo envio excessivo de candidaturas, pouca personalização e ausência de estratégia. O resultado aparece dos dois lados do processo seletivo, com frustração para quem busca emprego e mais trabalho para quem recruta.
Também nos Estados Unidos o fenômeno já chamou atenção de empresas de recrutamento. Um levantamento de 2025 da Employ, companhia de tecnologia voltada para RH, mostra que 70% dos candidatos esperam conseguir uma vaga com apenas dez candidaturas, enquanto 66% relatam esgotamento durante o processo de busca. Além disso, mais da metade dos entrevistados considera o mercado de contratações estagnado no período.
No Brasil, a consultoria Robert Half chegou a números parecidos por outro caminho. Para 66% dos gestores de contratação ouvidos pela consultoria, a IA generativa tem ampliado o volume de currículos com informações falsas ou exageradas. A tecnologia segue como aliada na busca por oportunidades, mas seu uso sem critério dificulta a identificação de profissionais qualificados e reduz as chances de quem prioriza o envio em massa.












