Um currículo tem, em média, 11,2 segundos para causar alguma impressão antes de seguir ou ser descartado. Os dados são da plataforma de entrevistas InterviewPal e revelam uma dinâmica cada vez mais comum no mercado de trabalho: a triagem de candidatos acontece em frações de tempo que mal permitem uma leitura diagonal.

Por trás dessa rapidez, há um fator que muda a lógica do processo seletivo. Ferramentas de inteligência artificial analisam candidaturas antes mesmo de qualquer recrutador humano abrir o arquivo.

Algoritmos decidem primeiro

Na prática, boa parte dos currículos enviados a grandes empresas passa por sistemas automatizados que filtram perfis com base em palavras-chave, estrutura do documento e alinhamento com os requisitos da vaga. Só depois disso os perfis aprovados chegam a um ser humano.

O currículo deixa de funcionar como um simples relato de trajetória. Ele precisa ser legível para pessoas e estruturado para máquinas ao mesmo tempo, dois critérios que nem sempre apontam para a mesma direção.