Ao completar 101 anos, O GLOBO apresenta a lista "101 brasileiros que transformam o futuro", reunindo perfis de indivíduos que ajudam a antecipar o amanhã 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Tamara Klink começou a se aventurar pelos mares ainda menina, acompanhada do pai, o navegador Amyr Klink, da mãe e das irmãs — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/07/2026 - 00:50 Tamara Klink alerta sobre mudanças climáticas em expedições marítimas A navegadora Tamara Klink, destaque na lista "101 brasileiros que transformam o futuro" do O GLOBO, utiliza suas expedições marítimas para alertar sobre as mudanças climáticas. Com experiências na Antártida e Groenlândia, Tamara enfatiza o impacto do aquecimento global, como o derretimento das geleiras e alterações nas correntes marinhas. Seu apelo é por ações urgentes para reduzir emissões de CO2, destacando a inseparabilidade entre homem e natureza. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Rajadas de vento cortantes, largas superfícies de gelo, o branco sem fim das paisagens polares. Dias tão hostis quanto bonitos, descritos com graça e reflexões existenciais. Sob temperaturas que fazem tremer só de se imaginar, a navegadora Tamara Klink escreveu diários de bordo, transformados em livros, que se tornaram best-sellers, e que, hoje, são fontes de inspiração para milhares de leitores. As experiências extremas na natureza a levaram a espalhar a mensagem da urgência trazida pelas mudanças climáticas. Formada em arquitetura, Tamara, de 29 anos, começou a se aventurar pelos mares ainda menina, acompanhada do pai, o navegador Amyr Klink, da mãe e das irmãs. O destino: a Antártida. Na volta, a certeza: queria ser sua própria comandante quando crescesse. Ela ganhou notoriedade ao ser a primeira mulher a cruzar sozinha o Círculo Polar Ártico. Depois, foi pioneira também ao passar o inverno inteiro num barco na Groenlândia, solo mais uma vez. Entre vitórias e percalços do dia a dia, a eloquência com que Tamara narra suas expedições encanta quem a acompanha nas redes sociais. Em vídeos e textos, seu alerta maior tem sido sobre o desastre provocado pelo aquecimento global, que causou um derretimento sem precedentes de imensas geleiras e mudou o curso de correntes marinhas. Águas no Polo Norte antes inavegáveis agora representam passagens abertas, dado o encolhimento do chamado "gelo eterno". Talvez mais do que qualquer cientista que a antecedeu nos avisos sobre este impacto das mudanças climáticas nas regiões polares, a jovem paulistana sintetizou o perigo que todos corremos com uma simplicidade brutal: "o Ártico vai deixar de ser um ar-condicionado natural do planeta para se tornar um aquecedor". Sua utopia é que autoridades mundiais, empresas e cidadãos ajam para reduzir as emissões de CO2 e outros gases do efeito estufa. O quanto mais cedo, mais eficaz e mais barato será: — No ritmo atual de emissões, em 2030, ou seja, antes da próxima Copa, do próximo ciclo político, do próximo business plan das empresas, já teremos ultrapassado todos os limites planetários. Numa época de guerras entre os homens e destruição veloz de florestas, a valorização de toda forma de vida tem sido o ponto alto em seu discurso socioambiental. Ela acredita que não existe possibilidade de separação entre o homem e natureza. E segue buscando eco para seu grito por mudanças profundas no nosso modo de viver. Num dos muitos vídeos seus que viralizaram nas redes, ela filosofa: — Estamos dando nosso tempo para ter mais coisas, em vez de fazermos as coisas nos darem mais tempo.