Encontro ocorreu em meio à retomada dos ataques entre Washington e Teerã e a poucos dias de um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, previsto para terça-feira O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta enquanto faz um anúncio sobre a inovação nuclear americana, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 24 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu nesta sexta-feira com seus principais assessores para avaliar se intensificará a ofensiva militar contra o Irã, em meio à retomada dos ataques entre Washington e Teerã e a poucos dias de um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, previsto para terça-feira. Nenhuma decisão foi divulgada até o momento, embora o presidente americano tenha afirmado a jornalistas na Casa Branca que Washington tem mantido conversas com autoridades iranianas. Ele reiterou, mais uma vez, porém, que o Irã não está pronto para um novo acordo. “Estamos conversando com eles. Acho que estão levando isso a sério. Acho que [...] estão sendo, de longe, os mais sérios que já vimos, mas isso não significa que chegaremos a um acordo. Vamos ver o que acontece”, disse Trump. Na quinta-feira, o presidente americano havia adiantado em entrevista ao site Axios que considerava um possível “ataque maciço” contra o Irã, mas afirmou não esperar a participação de Israel, que poderia ficar sujeito a bombardeios de retaliação iranianos. Em outra frente, Trump afirmou nesta sexta-feira que não acredita que China ou Rússia estejam “participando” do conflito, mas advertiu que, caso os dois países se envolvam, “seria muito ruim para eles”. Questionamentos sobre a possível ajuda de Moscou e de Pequim à República Islâmica são levantados com frequência, dada a eficácia e precisão dos bombardeios iranianos. Posteriormente, a Reuters noticiou que o Paquistão está explorando um caminho para a retomada das negociações paralisadas entre Estados Unidos e Irã sobre o fim da guerra, que já dura quase cinco meses, disseram três fontes paquistanesas, após uma iniciativa impulsionada pela China. Durante a madrugada desta sexta-feira, forças americanas atacaram instalações e ativos militares iranianos, incluindo locais de armazenamento de drones, em uma operação destinada a reduzir as ameaças à navegação comercial no Estreito de Ormuz, segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom). O Irã, por sua vez, afirmou ter lançado drones contra alvos militares americanos em bases no Bahrein, na Jordânia e no Kuwait. Não houve relatos imediatos de danos ou vítimas. A Guarda Revolucionária iraniana (IRGC, na sigla em inglês) também alertou moradores de países que abrigam forças americanas a permanecer a pelo menos 500 metros de edifícios suspeitos de alojar pessoal dos EUA. A intensificação dos combates aumentou a pressão sobre os mercados de energia. O petróleo voltou a superar US$ 100, embora tenha recuado posteriormente para pouco abaixo desse patamar. Além disso, a possibilidade de o conflito se estender ao Mar Vermelho ampliou as preocupações, já que os houthis do Iêmen, aliados do Irã, têm ameaçado ao longo desta semana expandir os ataques na região e atingir navios sauditas, elevando o risco de interrupções em outra importante rota do comércio marítimo mundial. O grupo afirmou na quarta-feira ter atingido dois petroleiros sauditas, nos primeiros ataques desde o anúncio de um bloqueio contra navios da Arábia Saudita nesta semana. Autoridades sauditas confirmaram um ataque contra um dos petroleiros.
Trump tem reunião com gabinete para decidir se intensifica ataques contra o Irã
Encontro ocorreu em meio à retomada dos ataques entre Washington e Teerã e a poucos dias de um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, previsto para terça-feira









