Mais cedo, a Arábia Saudita, a Jordânia e o Iraque relataram que seus territórios foram atacados por drones; ações colocam à prova a redução das tensões entre Washington e Teerã O presidente Donald Trump participa do jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, no Waldorf Astoria Washington DC, na sexta-feira, 24 de julho de 2026, em Washington — Foto: AP/Rod Lamkey, Jr. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira ao site de notícias Axios que não está disposto a dar muito tempo às negociações diplomáticas com o Irã e que está pronto para uma ação militar contundente caso as conversas com Teerã fracassem. “Ou avança rápido ou não avança”, disse o chefe da Casa Branca. Mais cedo, a Arábia Saudita, a Jordânia e o Iraque relataram que seus territórios foram atacados por drones, apenas dois dias depois de EUA e Irã suspenderem ataques mútuos, colocando à prova a redução das tensões após 13 noites consecutivas de escalada militar no Oriente Médio. A decisão do presidente Trump de interromper as hostilidades foi tomada depois que comandantes militares avaliaram que a ofensiva havia chegado ao limite do que poderia alcançar, segundo uma autoridade americana ouvida pela Reuters, uma vez que as forças americanas estavam ficando sem alvos. Além disso, o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, manifestou ainda preocupação com a redução dos estoques de munições de defesa aérea utilizadas para proteger bases americanas na região. Apesar da pausa militar, porém, persistem dúvidas sobre uma retomada das negociações entre Washington e Teerã. Embora o embaixador americano na Organização das Nações Unidas (ONU), Mike Waltz, tenha dito no domingo que Trump havia interrompido os ataques para abrir espaço para o diálogo, o Irã negou estar buscando novas conversas. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da República Islâmica, Esmail Baqaei, ainda afirmou que mensagens continuam sendo trocadas por meio de mediadores e que Teerã não abandonou a diplomacia. Ele, porém, classificou como "inventadas" as informações de que o país teria pedido a retomada das negociações. Ao mesmo tempo, o governo iraniano procurou demonstrar que continua no controle do Estreito de Ormuz, ponto central da disputa com Washington e uma das rotas mais importantes para o comércio mundial de petróleo e de gás natural. De acordo com a mídia estatal iraniana, seis navios foram obrigados a retornar nesta segunda-feira depois de tentarem atravessar o estreito sem autorização de Teerã. Uma das embarcações teria sofrido um "acidente". O Irã sustenta que os navios devem utilizar um canal mais próximo de sua costa, controlado pelo país e no qual pretende cobrar taxas de trânsito. Já os EUA defendem uma rota próxima à costa de Omã e afirmam que Teerã deve garantir a livre navegação pela hidrovia. Apesar das incertezas, a suspensão dos bombardeios ajudou a aliviar a pressão sobre os mercados de energia, com o petróleo Brent recuando cerca de 6,5% nesta segunda-feira, para pouco mais de US$ 90.