O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e todo o seu gabinete se reunirão em Camp David nesta quarta-feira (26), informou a Casa Branca à imprensa americana. O encontro foi divulgado poucas horas após novos ataques americanos no Irã escalarem as tensões entre Washington e Teerã, enquanto um acordo de paz tem avançado entre as partes. Apesar de viajar com frequência para descansar fora de Washington, Trump normalmente prefere se hospedar em propriedades particulares e faz poucas visitas a Camp David desde que voltou à Presidência. O retiro presidencial em Maryland, porém, ocupa um lugar simbólico na diplomacia americana. Foi ali que, em 1978, Jimmy Carter mediou os Acordos de Camp David entre o presidente egípcio Anwar Sadat e o premiê israelense Menachem Begin, estabelecendo as bases para o tratado de paz entre Egito e Israel. Um funcionário do governo Trump relatou ao New York Post que a viagem a Maryland tem o objetivo de discutir temas de política externa e doméstica. A atual guerra entre EUA e Israel contra o Irã deve ser um dos principais temas da reunião. Nos últimos dias, houve sinais de avanço diplomático entre Washington e Teerã. No sábado, por exemplo, Trump disse em publicação na Truth Social que um acordo entre EUA e Irã “foi amplamente negociado”. A declaração levou muitos observadores a acreditar que o fim da guerra, iniciada em 28 de fevereiro, poderia estar próximo. Na segunda, porém, o presidente americano subiu o tom e afirmou que se as negociações fracassarem, será “de volta ao campo de batalha e aos tiros, mas maiores e mais fortes do que nunca” disse. “Ninguém quer isso!”, ponderou em outra publicação na manhã de segunda-feira. No mesmo dia, Trump também disse que estava “solicitando obrigatoriamente” que vários países do Oriente Médio “assinem imediatamente os Acordos de Abraão” para normalizar relações com Israel como parte de um acordo com o Irã. O Paquistão já rejeitou a proposta, informou a Reuters. Posteriormente, forças americanas realizaram ataques no sul do Irã na madrugada de terça-feira, no horário local. O Comando Central dos EUA (Centcom) afirmou que as ações foram realizadas em legítima defesa para “proteger nossas tropas das ameaças representadas pelas forças iranianas”. Teerã classificou os bombardeios como “uma violação do cessar-fogo” e prometeu retaliação. Autoridades do governo, por outro lado, seguem insistindo que ao menos um acordo de curto prazo está ao alcance, apesar dos impasses sobre o urânio enriquecido do Irã, por exemplo. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, reiterou nesta terça-feira que o Estreito de Ormuz, rota comercial vital por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás natural do mundo, precisa ser reaberto “de uma forma ou de outra”. Rubio acrescentou que novas discussões sobre os termos do acordo podem “levar alguns dias”.
Em meio a negociações com Irã, Trump reunirá gabinete em Camp David
Encontro foi divulgado poucas horas após novos ataques americanos no Irã escalare tensões entre Washington e Teerã










