Em declarações na noite de terça-feira, Trump afirmou que lançaria ataques contra a Montanha da Picareta, onde Israel acredita que Teerã recolheu centrífugas usadas para o enriquecimento de urânio 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mural na praça Vanak, em Teerã, retrata mísseis iranianos e uma espada do Imã Ali, o primeiro Imã dos xiitas — Foto: Atta Kenare/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/07/2026 - 08:36 Irã alerta sobre escalada regional após ameaça de Trump a instalações nucleares O Irã emitiu um alerta sobre a possível ampliação do conflito regional após o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar atacar uma instalação nuclear subterrânea no Irã. Trump indicou intenção de atacar a montanha Pickaxe, onde se acredita que o Irã tenha centrífugas de enriquecimento de urânio. Em resposta, o Irã atacou alvos dos EUA no Oriente Médio e advertiu sobre a escalada do conflito. A situação é tensa e envolve questões estratégicas e orçamentárias para os EUA. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As Forças Armadas do Irã afirmaram ter disparado novos ataques contra alvos dos EUA em Jordânia, Bahrein e Kuwait nesta quarta-feira, e advertiram que o conflito poderia ganhar dimensões regionais se Washington levar a cabo a ameaça do presidente Donald Trump de bombardear um complexo nuclear subterrâneo na região central do país. O líder americano voltou a ameaçar ataques contra a instalação na Montanha da Picareta na terça-feira, antes dos EUA lançarem uma nova onda de bombardeios contra diferentes regiões iranianas. Em declarações na noite de terça-feira, Trump afirmou que lançaria ataques contra a Montanha da Picareta, conhecida localmente como Kuh-e Kolang Gaz La, "muito em breve e com muita força". Em uma entrevista na semana passada, o presidente já tinha dito que os iranianos "deveriam para estarem preparados" e que um ataque ao local era provável em "um futuro relativamente próximo". A montanha fica na região central do Irã, a cerca de 1,6 km da instalação de enriquecimento de urânio de Natanz, que foi bombardeada pelos Estados Unidos e por Israel em março, durante a guerra atual, e também durante a guerra de junho de 2025. Especialistas afirmam que o local está em construção desde 2020 e ainda não está em operação, mas autoridades ouvidas pelo jornal Wall Street Journal afirmaram que inteligência israelense compartilhou com os EUA a avaliação de que o Irã transferiu milhares de centrífugas de enriquecimento de urânio para túneis nas profundezas da montanha no ano passado. Imagens de satélite mostram que as obras continuaram após os bombardeios de junho de 2025 e que um muro de segurança foi construído recentemente ao redor do perímetro da instalação. Algumas entradas também foram reforçadas, possivelmente para protegê-las de futuros ataques. Autoridades iranianas disseram, em 2020, que o local abrigaria uma fábrica para a produção de centrífugas usadas no processo de enriquecimento de urânio. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) não recebeu acesso à instalação. No início deste mês, Trump reconheceu não ver "nenhuma atividade ali", mas afirmou que ainda assim era um "alvo em potencial para um belo e enorme ataque bem na porta da frente deles". Desafio estratégico A Montanha da Picareta se eleva a quase 1.615 metros acima do nível do mar, mas a instalação nuclear está enterrada a mais de 90 metros abaixo dela, segundo estimativa do Institute for Science and International Security, sediado em Washington. Atingir o local diretamente envolveria uma operação militar de precisão. Especialistas afirmam que até mesmo as mais poderosas bombas antibunker dos Estados Unidos — incluindo aquelas de quase 14 toneladas, utilizadas em 2025 para perfurar a montanha onde fica a instalação de enriquecimento de urânio de Fordo — talvez não fossem eficazes. O instituto com sede em Washington avaliou que o local "seria mais adequado para ser atacado ou sabotado por forças terrestres". Trump não recorreu ao uso de forças terrestres até o momento, e sempre disse que evitaria cenários como as guerras passadas dos EUA no Afeganistão e no Iraque, com militares operando no terreno e em profundidade. O movimento parece ainda mais improvável em um momento em que o custo da guerra é alvo de críticas severas no país.