Além da guerra no Oriente Médio, premiê israelense buscará apoio dos EUA para sua campanha de reeleição e discutirá recente anúncio de um pacto que permitirá a Arábia Saudita enriquecer urânio Trump e Netanyahu em abril de 2025 em Washington — Foto: AP Foto/Mark Schiefelbein, Archivo O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebe nesta terça-feira o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para discutir a guerra contra o Irã. Netanyahu chega a Washington em meio à crescente frustração da Casa Branca com a falta de progresso rumo a um acordo mais amplo sobre o conflito com Teerã e às críticas de parte da base de apoio de Trump, que se opõe a um envolvimento mais profundo dos EUA no Oriente Médio. O presidente americano encerrou no fim de semana sua mais recente campanha de ataques aéreos contra a República Islâmica, após treze dias de bombardeios consecutivos trocados entre os dois países. A relação entre Netanyahu e Trump passou por momentos de aproximação e tensão. Em algumas ocasiões, Trump precisou conter o líder israelense para evitar ataques contra alvos no Líbano com o objetivo de enfraquecer o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. Uma ligação telefônica tensa em junho, na qual o presidente chamou o primeiro-ministro de "completamente maluco", inicialmente vazada para a imprensa e depois confirmada publicamente pelo próprio Trump, expôs o desgaste na relação entre os dois líderes. Fontes familiarizadas com o assunto afirmaram que Netanyahu pretende obter o apoio de Trump para sua campanha à reeleição antes da votação marcada para 27 de outubro. Uma reunião com Trump que destaque a tradicional proximidade entre os dois líderes pode beneficiar Netanyahu internamente, em um momento em que enfrenta dificuldades nas pesquisas de opinião. "Nestes tempos complexos, é preciso agir com grande determinação e grande sabedoria. Vamos discutir todos os temas da agenda, principalmente o Irã", disse Netanyahu em um vídeo divulgado antes de embarcar para Washington. "Nosso objetivo, naturalmente, é proteger nossa segurança e também ampliar o círculo de paz ao nosso redor”, acrescentou. Um funcionário da Casa Branca confirmou que Trump discutirá o conflito com o Irã, além das tensões entre Israel e o Líbano, cujo presidente foi recebido por Trump na semana passada. Segundo o funcionário, eles também abordarão os Acordos de Abraão, série de entendimentos negociados por Trump para normalizar as relações diplomáticas entre Israel e Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos e Sudão. Trump quer incluir a Arábia Saudita nos Acordos de Abraão e condicionou, na semana passada, um acordo de cooperação nuclear civil com o reino à adesão saudita ao pacto para o reconhecimento do Estado israelense. Riad, porém, segue rejeitando a iniciativa sem que haja um caminho para a criação de um Estado palestino. "O Bibi tem sido excelente", disse Trump a jornalistas a bordo do Air Force One, durante viagem a Michigan na segunda-feira, usando o apelido de Netanyahu. "Ele foi um primeiro-ministro em tempos de guerra. Trabalhamos muito bem juntos."
Trump receberá Netanyahu na Casa Branca em meio à trégua na guerra com o Irã
Além da guerra no Oriente Médio, premiê israelense buscará apoio dos EUA para sua campanha de reeleição e discutirá recente anúncio de um pacto que permitirá a Arábia Saudita enriquecer urânio











