Viagem a Washington é vista também como oportunidade política para o premiê antes da eleição de 27 de outubro em Israel O presidente dos EUA, Donald Trump , e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se abraçam ao entrarem no clube Mar-a-Lago — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst/Foto de Arquivo O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, partiu nesta segunda-feira para Washington, onde deve se reunir com o presidente dos EUA, Donald Trump, no que seria o primeiro encontro dos líderes desde o início do conflito com o Irã, no fim de fevereiro — e o oitavo desde que Trump retornou à Casa Branca. “Nesses tempos complexos, é preciso agir com grande determinação e sabedoria. Discutiremos todos os itens da agenda, em especial o Irã. Nosso objetivo é estender o círculo de paz e proteger a nossa segurança”, disse o premiê em vídeo, antes da viagem. Israel não tomou parte na campanha de bombardeios realizados nas duas últimas semanas ao Irã, que resultou em retaliações iranianas por meio de ataques a bases americanas na região. Trump suspendeu a campanha no fim de semana, e o Irã disse que manteria trégua enquanto a pausa dos EUA prosseguir. Nas últimas semanas, Netanyahu admitiu publicamente que ele e Trump tiveram algumas diferenças, em momento no qual os interesses de Israel e dos EUA pareceram divergir. Numa dura conversa telefônica em junho, Trump chamou Netanyahu de “doido varrido”. A conversa, inicialmente vazada e depois confirmada pelo próprio presidente dos EUA, deixou em evidência as tensões que de tempos em tempos emergem entre ambos. Em aparente aceno a Trump, Israel disse no domingo que permitiria o ingresso de uma força de segurança multinacional em Gaza, conforme proposto no plano de paz de Trump para o enclave. Em 21 de julho, Israel anunciou que deslocou parte de suas forças no sul do Líbano, atendendo assim entendimentos firmados entre os EUA e autoridades libanesas. A reunião com Trump é vista também como uma oportunidade política para Netanyahu, que tem enfrentado dificuldades nas pesquisas de intenção de voto para a eleição de 27 de outubro.