A ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia combinou defesa da democracia e dos direitos das mulheres com "causos" engraçados na maior mesa da Feira Literária Internacional de Paraty, a Flip, nesta sexta-feira (24), e foi aplaudida de pé.
Na feira para lançar "Pela Mão do Povo - Voto e Democracia no Brasil", livro publicado pela editora Bazar do Tempo, ela conversou com a jornalista Paula Miraglia no auditório da Matriz, sendo transmitida para uma multidão na área externa do espaço.
A ministra Cármen Lúcia, do STF, durante sua participação na 24ª Flip - Rafaela Araújo/Folhapress
Recheando sua fala com citações literárias, de autores mineiros como ela —Paulo Mendes Campos, Carlos Drummond de Andrade— até Machado de Assis, Franz Kafka, Fiódor Dostoiévski e Gilberto Gil, a segunda mulher a integrar o STF fez uma defesa enérgica da maior presença de mulheres em cargos de autoridade, inclusive no Supremo.
Segundo ela, deveria haver igualdade no STF. "Haverá igualdade no Supremo quando houver 11 mulheres, como já houve 11 homens. Garanto até cotas para homens", brincou.











