Mas Rosa e Clarice são temas de mesas nas casas parceiras 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A Festa Literária Internacional de Paraty em 2025 — Foto: Márcia Foletto Quase sessenta anos depois de sua morte, Guimarães Rosa (1908-1967) prossegue como o escritor mais badalado do Brasil em 2026, como mostra a programação da Flip 2026, que começa quarta agora, dia 22, e vai até domingo. O mineiro, autor do clássico "Grande Sertão: Veredas", cuja publicação está completando setenta anos, será em Paraty tema de debates em três casas paralelas. Quinta, dia 23, a Casa Sesc Santa Rita, abre com uma conferência sobre ele, a cargo do baiano Itamar Vieira Junior, o autor do romance "Torto Arado", que já vendeu mais de 1 milhão de exemplares. No dia seguinte, sexta, 24, como saiu aqui, na Casa da Cultura e do Conhecimento, mesa reúne os escritores Leonencio Nossa, biógrafo de Rosa, e Bruna Lombardi, atriz e autora de "Diário do Grande Sertão". E, finalmente, no sábado, 25, a Casa Brasil de Histórias promove um debate sobre o escritor mineiro com as conterrâneas, a ministra Cármen Lúcia e as escritoras Conceição Evaristo e Miriam Leitão, sob mediação de produtor cultural Afonso Borges, também de Minas Gerais. Já em relação à Clarice Lispector (1920-1977), que nos últimos anos ganhou estupenda projeção no Brasil e no exterior, a Flip vai dar o pontapé inicial do "Ciclo Clarice na janela", uma série de debates em torno do legado da autora de "A Hora da Estrela", às vésperas do aniversário de 50 anos de sua morte, em 2027. O Ciclo - uma parceria da Rocco com a Livraria Janela - estreia em Paraty, sábado, dia 25, na Casa Caixa de Histórias, com um bate-papo reunindo a psicanalista Maria Homem, a escritora Amara Moira e a jornalista Taty Leite, mediado pela editora e criadora de conteúdo digital Mariana Delfini. A partir daí, os encontros acontecerão semanalmente, entre setembro e outubro, nas quatro unidades da Livraria Janela, no Rio, com a presença de Pedro Vásquez, editor das obras de Clarice. Ele receberá convidados como o ensaísta Evando Nacimento, a escritora Claudia Nina e a roteirista Melina Dalboni. Em tempo A escritora homenageada da Flip este ano é, como se sabe, a poeta Orides Fontela (1940-1998) paulista de São João da Boa Vista. Ela publicou os livros "Transposição" (1969), "Helianto", "Alba" (1983) e "Teia" (1996). Sua poesia foi elogiada por críticos como Antonio Candido, José Miguel Wisnik e Décio de Almeida Prado, entre outros.
A Flip é de Guimaraes Rosa e de Clarice Lispector, além da homenageada oficial Orides Fontela
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