Presidente americano afirmou que países são frequentemente citados em relação ao conflito do Oriente Médio, mas disse não acreditar que eles estejam envolvidos com Teerã O presidente Donald Trump caminha em direção à limusine presidencial, conhecida como 'A Besta', após chegar a bordo do Air Force One na Base Aérea de Reserva de Dobbins, na quarta-feira, 22 de julho de 2026, em Marietta, Geórgia — Foto: AP/Julia Demaree Nikhinson O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que não acredita que China ou Rússia estejam “participando” do atual conflito com o Irã, mas alertou que, se os dois países se envolverem, “seria muito ruim para eles” “[São] dois grandes países que as pessoas mencionam com frequência quando se fala do Irã, [mas que] na minha opinião, não estão participando. Se participassem, seria muito ruim para eles — certamente não seria do interesse deles”, escreveu Trump em publicação na Truth Social. Segundo Trump, o presidente chinês, Xi Jinping, garantiu a ele em um encontro recente em Pequim que a China não venderia armas ao Irã, incluindo na declaração empresas chinesas. “Considerando nossa relação, acredito em sua palavra e, além disso, também estou fazendo grandes favores a ele”, afirmou o chefe da Casa Branca. O presidente americano declarou ainda que, da mesma forma, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse a ele do mesmo modo que não venderia armas ao Irã. “Ele [Putin] entende que eu não vendo armas à Ucrânia, mas a países da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte]. Eles pagam o preço integral, e não faço ideia de como essas armas são distribuídas”. Trump alerta Putin e Xi contra participação na guerra com o Irã — Foto: Reprodução/Truth Social A Reuters noticiou nesta semana que ataques de Teerã com drones contra instalações da CIA no Golfo levaram analistas de inteligência dos EUA a investigar se a Rússia prestou auxílio ao fornecer informações sobre alvos ou tecnologia avançada de drones, segundo informações de quatro pessoas familiarizadas com a inteligência americana. Questionamentos sobre a possível ajuda de Moscou e de Pequim à República Islâmica são levantados com frequência, dada a eficácia e precisão dos bombardeios iranianos. Nesta sexta-feira, Washington e Teerã trocaram novos ataques no Oriente Médio, após a República Islâmica ter rejeitado uma proposta americana de cessar-fogo apresentada pelo primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi. A recusa representa mais um sinal de que as tentativas diplomáticas para interromper a guerra não conseguiram conter a escalada militar. O principal negociador iraniano e chefe do Parlamento do país, Mohammad Bagher Qalibaf, e o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, que receberam Zaidi, afirmaram à imprensa local que não havia necessidade de um novo mediador e que “o problema é a postura dos Estados Unidos”. Os detalhes da proposta de trégua não ficaram claros, mas autoridades iranianas disseram que essa era a única oferta sobre a mesa e que o governo não estava interessado em um acordo temporário que deixasse sem solução a questão do controle sobre o Estreito de Ormuz. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), forças americanas atacaram instalações e ativos militares iranianos, incluindo locais de armazenamento de drones, em uma operação destinada a reduzir as ameaças à navegação comercial em Ormuz. Os bombardeios começaram às 2h15, no horário local, e duraram pouco mais de duas horas, informou o Comando. O Irã, por sua vez, afirmou ter lançado drones contra alvos militares americanos em bases no Bahrein, na Jordânia e no Kuwait na manhã desta sexta-feira. Não houve relatos imediatos de danos ou vítimas. A retomada dos combates aumentou a pressão sobre os mercados de energia. O petróleo Brent, referência global, superou a marca de US$ 100 pelo segundo dia consecutivo. A possibilidade de o conflito se estender ao Mar Vermelho também aumentou as preocupações, uma vez que os houthis do Iêmen, aliados do Irã, ameaçaram ampliar os ataques na região e atingir navios sauditas, elevando o risco de interrupções em outra importante rota do comércio marítimo mundial. O grupo afirmou na quarta-feira ter atingido dois petroleiros sauditas, nos primeiros ataques desde o anúncio, nesta semana, de um bloqueio contra navios da Arábia Saudita. Autoridades sauditas confirmaram que um dos petroleiros foi atacado. Trump afirmou na quinta-feira, em uma postagem nas redes sociais, que passará a cobrar do Irã os custos de quaisquer danos causados a navios e cargas no Estreito de Ormuz, utilizando para isso recursos iranianos sob controle dos EUA. Araqchi reagiu posteriormente, sem citar Trump diretamente, e afirmou que uma medida desse tipo criaria um “precedente incendiário”.
Trump alerta China e Rússia contra envolvimento na guerra com o Irã
Presidente americano afirmou que países são frequentemente citados em relação ao conflito do Oriente Médio, mas disse não acreditar que eles estejam envolvidos com Teerã








