Mais cedo, presidente americano ameaçou novamente atacar a infraestrutura civil da República Islâmica caso embarcações sejam bombardeadas em Ormuz O presidente Donald Trump aparece no palco da Wheeler High School, na quarta-feira, 22 de julho de 2026, em Marietta, Geórgia — Foto: AP/Julia Demaree Nikhinson O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, repetiu sua afirmação de que a guerra com o Irã foi uma "escaramuça", alegando que autoridades de Teerã querem fechar um acordo para encerrar o conflito porque o país está sendo “duramente atingido". "Eles estão sendo duramente atingidos e querem fechar um acordo. Mas eu digo que eles não estão prontos para fechar um acordo, porque toda vez que fecham um acordo querem mudá-lo e tudo mais. Eles não estão prontos", disse Trump ao participar de um evento em Marietta, na Georgia. Mais cedo, Trump participou de uma cerimônia na Base Aérea de Dover, em Delaware, em homenagem a quatro militares americanos que retornaram ao país em caixões cobertos com a bandeira dos EUA após terem sido mortos em ataques iranianos no Oriente Médio. Segundo informações divulgadas pelo Pentágono na terça-feira, a guerra já custou pelo menos US$ 37,5 bilhões até o momento. Ao todo, 18 militares americanos morreram e mais de 450 ficaram feridos. Milhares de iranianos também morreram. Antes do evento, o presidente americano ainda ameaçou novamente atacar a infraestrutura civil do Irã caso a República Islâmica bombardeie embarcações no Estreito de Ormuz. "A partir deste momento, toda vez que a República Islâmica do Irã atirar contra um navio no Estreito de Ormuz, seja com míssil, foguete, drone ou qualquer outro dispositivo ou arma, os Estados Unidos bombardearão e destruirão UMA PONTE OU USINA DE ENERGIA, incluindo aquelas localizadas ao lado ou dentro da capital, Teerã”, escreveu Trump em uma publicação na Truth Social. Também nesta quarta-feira, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que Washington continuará atacando o Irã enquanto Teerã tentar exercer controle sobre o Estreito de Ormuz após o 11° dia consecutivo de hostilidades trocadas entre as forças americanas e iranianas. A jornalistas em Manila, nas Filipinas, Rubio disse que o governo iraniano "não leva as negociações a sério" e acusou a República Islâmica de descumprir um acordo preliminar que previa a livre passagem de navios pelo estreito, considerado uma rota vital para o transporte de petróleo e gás natural. "Quando esses compromissos não são cumpridos, como aconteceu neste caso, haverá consequências", afirmou. O Irã, por outro lado, sustenta que o acordo lhe dá autoridade sobre a navegação na hidrovia. As falas de Rubio e Trump foram rebatidas pelo presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, Mohammad Baqer Qalibaf,.que afirmou que “a equação desta guerra é clara: ou todos, ou ninguém!”, acrescentando que se Teerã não conseguir vender petróleo na região do Golfo Pérsico, ninguém venderá. “Se nossa segurança não estiver garantida, nenhuma infraestrutura estará segura, e a segurança do estreito depende da ausência das forças americanas. Já afirmamos repetidamente que a situação no Estreito de Ormuz não voltará às condições anteriores à guerra”, escreveu no X. Em seguida, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) alertou embarcações contra o uso de rotas alternativas (não liberadas por Teerã) em Ormuz, dizendo que a região sul da hidrovia está minada. A Guarda também advertiu que cortará o fornecimento de eletricidade aos aliados regionais dos EUA caso suas pontes ou usinas de energia sejam atacadas. Na mesma linha, o chanceler do Irã, Abbas Araqchi, declarou que “nossa doutrina de defesa é clara: olho por olho” e que “qualquer agressão contra o Irã, inclusive contra nossa infraestrutura, provocará uma resposta forte e decisiva”, em postagem no X. “Aqueles que contribuírem para essa agressão, qualquer que seja o tipo de apoio prestado, também serão considerados alvos legítimos”, completou. Pesquisa Reuters/Ipsos realizada neste mês mostrou que quatro em cada cinco americanos esperam que a guerra se prolongue por um período extenso, sendo que aproximadamente 37% dos entrevistados aprovaram os ataques militares americanos contra o Irã. Além disso, a taxa de aprovação de Trump permanece próxima dos níveis mais baixos de sua carreira política desde o início do conflito. Nesse contexto, a alta dos preços dos combustíveis em razão da diminuição do tráfego no Estreito de Ormuz e as preocupações com o custo de vida representam um risco político para o Partido Republicano de Trump antes das eleições legislativas de novembro, quando a legenda corre o risco de perder sua maioria na Câmara dos Representantes e o controle do Senado.
Trump descreve guerra com o Irã como ‘escaramuça’ e diz que Teerã quer fechar acordo
Mais cedo, presidente americano ameaçou novamente atacar a infraestrutura civil da República Islâmica caso embarcações sejam bombardeadas em Ormuz







