No sábado, presidente americano disse que suspenderia ataques contra Teerã enquanto aguardava a retomada das negociações para encerrar o conflito e restabelecer o tráfego de cargas por Ormuz O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta o dedo ao embarcar no Air Force One no Aeroporto Municipal de Morristown, em Morristown, Nova Jersey, EUA, em 2 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Daniel Heuer O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no fim da noite de sábado que suspenderia novos ataques planejados contra o Irã enquanto aguardava a retomada das negociações para encerrar a guerra e restabelecer o tráfego de cargas pelo Estreito de Ormuz. Foi o episódio mais recente de um padrão adotado pelo presidente americano: anunciar grandes ofensivas militares e, pouco depois, voltar atrás. Essas mudanças bruscas se tornaram uma das principais marcas do conflito de cinco meses, que fez disparar os preços do petróleo e de bens básicos. Até agora, todos esses anúncios foram desmentidos por novos ataques, dias ou até horas depois. A seguir, alguns dos principais anúncios de Trump sobre pausas nos ataques ao Irã: 7 de abril Estados Unidos e Irã concordam com um cessar-fogo de duas semanas para encerrar os combates intensos iniciados em 28 de fevereiro com ataques de Israel e dos EUA. Trump faz o anúncio menos de duas horas antes do prazo que havia dado a Teerã para se render ou enfrentar bombardeios contra pontes e usinas de energia — ataques que, segundo ele, fariam com que "uma civilização inteira morresse". 18 de maio Após um fim de semana de duras ameaças ao Irã, Trump afirma que suspendeu um grande ataque militar porque havia "negociações sérias" em andamento. "Parece haver uma chance muito boa de que eles consigam chegar a um acordo. Se pudermos fazer isso sem bombardear tudo até virar pó, ficarei muito feliz." Em 27 de maio, os ataques americanos são retomados depois que as negociações fracassam. 11 de junho Após dois dias de ataques e contra-ataques, Trump ameaça ampliar a ofensiva, afirmando que os Estados Unidos atingiriam o Irã "MUITO DURAMENTE ESTA NOITE" e assumiriam o "controle total" de seus setores de petróleo e gás. Poucas horas depois, publica nas redes sociais que houve um avanço nas negociações e cancela os ataques. 17 de junho Trump assina um acordo preliminar com o Irã que prevê o fim permanente das hostilidades e a reabertura do Estreito de Ormuz, iniciando um prazo de 60 dias para negociar um acordo definitivo sobre o futuro do programa nuclear iraniano. Ao mesmo tempo, deixa aberta a possibilidade de abandonar o entendimento. "É um memorando de entendimento e, se eu não gostar dele, voltaremos a atirar e lançar bombas." EUA realizam novos ataques contra alvos iranianos — Foto: Reprodução/Centcom/X 7 de julho Após ataques iranianos contra navios comerciais no Estreito de Ormuz, Trump ordena novos bombardeios contra o Irã enquanto participa da cúpula da Otan em Ancara, na Turquia. Mais tarde, renova a ameaça de "simplesmente terminar o serviço" contra o Irã, afirmando acreditar que o cessar-fogo havia chegado ao fim. 27 de julho Trump anuncia que suspendeu duas semanas de bombardeios diários contra o Irã para dar uma nova oportunidade às negociações. Durante os 13 dias anteriores, os Estados Unidos atacaram instalações militares e comerciais importantes, enquanto os confrontos se intensificavam em torno das rotas marítimas. Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra países do Oriente Médio que abrigam tropas americanas. 1º de agosto Depois de dizer a jornalistas que os Estados Unidos atingiriam o Irã "com muita força", Trump publica nas redes sociais que cancelou os ataques planejados, alegando que aliados no Oriente Médio haviam chegado aos contornos de um acordo para encerrar a guerra, incluindo a reabertura do Estreito de Ormuz. "Com base nesse pedido, concordei, em benefício futuro do MUNDO e, igualmente, da sobrevivência de um Irã bem-sucedido e próspero, em cancelar o ataque, desde que seja possível chegar rapidamente a um ACORDO", escreveu. Em resposta, o ministro da Defesa do Irã afirmou que o país "não ficou surpreso nem permaneceu passivo" diante do anúncio de Trump e que continua em estado de alerta diante das ameaças. Uma mulher caminha perto de um outdoor com a imagem do presidente dos EUA, Donald Trump, em um prédio em Teerã, Irã , em 27 de julho de 2026 — Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
Déjà vu no Irã: Trump repete padrão de ameaçar e depois recuar na guerra
No sábado, presidente americano disse que suspenderia ataques contra Teerã enquanto aguardava a retomada das negociações para encerrar o conflito e restabelecer o tráfego de cargas por Ormuz










