Presidente americano disse que 'toda vez que a República Islâmica do Irã atirar contra um navio no Estreito de Ormuz' os EUA 'bombardearão e destruirão uma ponte ou usina de energia' O presidente dos EUA, Donald Trump, se reúne com o presidente libanês, Joseph Aoun (não aparece na foto), no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 21 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou novamente atacar a infraestrutura civil do Irã caso a República Islâmica bombardeie embarcações no Estreito de Ormuz. "A partir deste momento, toda vez que a República Islâmica do Irã atirar contra um navio no Estreito de Ormuz, seja com míssil, foguete, drone ou qualquer outro dispositivo ou arma, os Estados Unidos bombardearão e destruirão UMA PONTE OU USINA DE ENERGIA, incluindo aquelas localizadas ao lado ou dentro da capital, Teerã”, escreveu Trump em uma publicação na Truth Social. Trump ameaça atacar infraestrutura civil do Irã — Foto: Reprodução/Truth Social Também nesta quarta-feira, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que Washington continuará atacando o Irã enquanto Teerã tentar exercer controle sobre o Estreito de Ormuz. Falando a jornalistas em Manila, nas Filipinas, Rubio disse que o governo iraniano "não leva as negociações a sério" e acusou a República Islâmica de descumprir um acordo preliminar que previa a livre passagem de navios pelo estreito, considerado uma rota vital para o transporte de petróleo e gás natural. "Quando esses compromissos não são cumpridos, como aconteceu neste caso, haverá consequências", afirmou. O Irã, por outro lado, sustenta que o acordo lhe dá autoridade sobre a navegação na hidrovia. Desde o início da guerra, ataques iranianos a embarcações reduziram o tráfego marítimo na região a um nível próximo da paralisação total. Enquanto isso, EUA e Irã trocaram uma nova rodada de ataques durante a madrugada. O Comando Central dos EUA (Centcom) informou que sua mais recente ofensiva, agora na segunda semana da campanha militar, durou 75 minutos e teve como alvos capacidades marítimas, hangares de aeronaves e instalações de armazenamento de drones. A imprensa estatal iraniana informou ataques em diferentes regiões do país, incluindo áreas que abrigam bases aéreas e sistemas de defesa antiaérea. Em resposta, as Forças Armadas iranianas disseram ter atacado instalações militares americanas no Kuwait, na Jordânia e no Bahrein. Não houve relatos imediatos de danos ou vítimas por parte tanto dos EUA quanto das autoridades dos três países. Os esforços diplomáticos permanecem limitados. Na terça-feira, o ministro do Interior do Irã reuniu-se em Islamabad com o primeiro-ministro e o chefe das Forças Armadas do Paquistão, que vem mediando negociações, mas sem aparentes avanços sobre possíveis novas tratativas entre Washington e Teerã. Também na terça-feira, Trump também voltou a ameaçar atacar a Pickaxe Mountain, uma instalação ligada ao programa nuclear do Irã, em meio à escalada de tensões entre os dois países.”Vamos atingir a área de Pickaxe Mountain muito em breve”, disse o presidente americano a jornalistas ao lado do seu homólogo libanês, Joseph Aoun, pouco antes de uma reunião bilateral. Em outro desdobramento do conflito no Oriente Médio, quatro navios-tanque mudaram sua rota de navegação no Mar Vermelho nesta quarta-feira, dois deles passando a indicar o Canal de Suez como novo destino, depois que a milícia houthi do Iêmen, apoiada pelo Irã, advertiu embarcações a evitarem navegar para portos da Arábia Saudita, mostraram dados de rastreamento marítimo. Segundo a MarineTraffic, “os dados sugerem que o risco geopolítico influencia cada vez mais as decisões sobre rotas, mesmo com a continuidade do tráfego comercial”. Sem dar detalhes, Trump disse na terça-feira que os EUA responderão caso o movimento houthi do Iêmen cumpra a ameaça de impor um bloqueio à navegação comercial no Mar Vermelho. “[Os EUA] simplesmente terão de cuidar do assunto", disse o chefe da Casa Branca sem dar mais detalhes. Os temores relacionados a uma escalada no conflito e a um choque ainda maior de oferta de energia levou os preços do petróleo a ultrapassarem o nível de US$ 95 por barril durante a madrugada desta quarta-feira. Por volta de 8h05 (horário de Brasília), na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do petróleo tipo Brent, referência global, para setembro subia 3,81%, a US$ 94,48.
Trump faz nova ameaça contra a infraestrutura civil do Irã
Presidente americano disse que 'toda vez que a República Islâmica do Irã atirar contra um navio no Estreito de Ormuz' os EUA 'bombardearão e destruirão uma ponte ou usina de energia'











