Presidente americano disse ter sido informado pela Marinha dos EUA de que todas as minas foram 'removidas e/ou detonadas' nas águas internacionais do estreito 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Embarcações no Estreito de Ormuz, perto da praia de Bandar Abbas, Irã, 27 de julho de 2026 — Foto: Razieh Poudat/ISNA/via WANA (West Asia News Agency) via REUTERS O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou destruir nesta terça-feira qualquer embarcação do Irã que instale novas minas no Estreito de Ormuz ao anunciar que foi informado pela Marinha americana de que todas as minas da hidrovia foram removidas ou detonadas. “Acabo de ser informado pela Marinha dos Estados Unidos de que todas as minas foram removidas e/ou detonadas nas águas internacionais do Estreito de Ormuz”, escreveu Trump em publicação da plataforma Truth Social. “O Irã foi notificado de que qualquer navio ou embarcação que instalar novas minas será imediata e sistematicamente destruído”, acrescentou. Segundo o presidente americano, os EUA estão monitorando “cada centímetro do estreito" por meio da Força Espacial, assim como a Pickaxe Mountain, uma instalação ligada ao programa nuclear iraniano, e as outras três instalações nucleares, que, de acordo com o chefe da Casa Branca, já foram destruídas. “Está em pleno vigor uma política de tolerância zero para a instalação de minas”, concluiu na postagem. Trump ameaça atacar navios lança-minas do Irã em Ormuz — Foto: Reprodução/Truth Social A passagem marítima, por onde transitava diariamente cerca de um quinto do petróleo e do gás natural comercializados no mundo, tornou-se um dos principais focos de tensão entre Washington e Teerã após o rompimento de um acordo firmado pelos dois países em junho. Na segunda-feira, o Irã elevou o tom contra a nova ofensiva econômica americana anunciada pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessant, e ameaçou retaliar tanto países que aderirem às sanções quanto embarcações que, segundo Teerã, descumpriram suas regras no Estreito de Ormuz. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, afirmou que o país usará “todos os mecanismos unilaterais disponíveis” para enfrentar as medidas e advertiu que uma escalada terá consequências. Já o chefe da segurança iraniana, Mohsen Rezaei, foi além e prometeu uma resposta “comparável a um terremoto” caso Washington avance, alertando ainda os países do Golfo contra a adesão à campanha americana. Rezaei afirmou que, se vizinhos do Irã se alinharem aos EUA na “guerra econômica”, Teerã poderá impedir a saída de petróleo pelo Golfo Pérsico e pelo Estreito de Ormuz e atingir outras rotas de exportação da região. O chanceler Abbas Araqchi, por sua vez, classificou as sanções como sinal de desespero dos EUA e disse que elas não seriam suficientes para derrotar a República Islâmica. Em paralelo e antes do detalhamento das sanções feito por Bessent na segunda-feira, a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, criada por Teerã após o início da guerra, já havia afirmado que poderia multar, deter ou confiscar cargas de 45 navios acusados de violar regras iranianas. O órgão não detalhou quais normas teriam sido descumpridas, mas o Irã já afirmou anteriormente que embarcações deveriam obter autorização para atravessar Ormuz e pagar por serviços de segurança. Bessent anunciou na tarde de ontem sanções contra mais de 60 entidades, indivíduos e embarcações acusadas de ajudar a República Islâmica a obter tecnologia nuclear e de mísseis. As medidas, além disso, terão como alvo os setores de ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo.
Trump ameaça atacar navios lança-minas do Irã em Ormuz
Presidente americano disse ter sido informado pela Marinha dos EUA de que todas as minas foram 'removidas e/ou detonadas' nas águas internacionais do estreito









