Explosões foram registradas na região de Bandar Abbas, a principal cidade portuária do sul do Irã às margens do estreito e um dos pontos mais estratégicos do Oriente Médio. Autoridades iranianas confirmaram a ofensiva. Enquanto os ataques aconteciam, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país persa "quer muito" chegar a um acordo de paz, e acrescentou que caberá a Washington decidir se dará esse passo ou não. "Eles querem chegar a um acordo desesperadamente. Não gostam do que estamos fazendo e realmente querem negociar. Vamos descobrir se chegaremos a um acordo com eles ou se simplesmente vamos acabar com isso", afirmou. O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta o dedo durante uma reunião bilateral com o primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi (não aparece na foto), no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 14 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Evan Vucci A declaração foi dada no evento de inauguração de uma planta de produção de armas e equipamentos militares na Pensylvânia. Segundo o republicano, o orçamento da pasta da Defesa encaminhou US$ 10 bilhões (R$ 50,92 bilhões) para a construção da fábrica, que deve produzir navios, submarinos, caminhões, armas e equipamentos industriais. LEIA TAMBÉM Durante a manhã, os EUA já haviam lançado uma onda de bombardeios contra a ilha iraniana de Grande Tunb — no Golfo Pérsico— entre 7h e 8h30, no horário de Brasília. A ofensiva matou sete militares iranianos em um quartel próximo à cidade de Iranshahr, no extremo sudeste do Irã. No começo da tarde, a Guarda Revolucionária do país ameaçou fechar outras rotas marítimas pelo mundo que beneficiem os EUA. Segundo eles, a obstrução é uma resposta ao bloqueio naval que Washington impõe contra os portos e o petróleo iranianos. “A exportação de petróleo e gás da região será ou para todos ou para ninguém”, afirmou a Guarda, em comunicado. Outra rota comercial que o Irã tem influência e poderia tentar fechar é o estreito de Bab El-Mandeb, que liga o Golfo de Aden ao Mar Vermelho, uma rota que liga ao Mar Mediterrâneo. O Estreito de Ormuz continuará fechado, segundo o regime iraniano.