Presidente havia viajado a Ancara em um avião doado pelo Catar, mas anunciou que usaria um Air Force One mais antigo ao deixar o país, decisão que levantou dúvidas sobre a segurança da aeronave mais nova 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acena ao desembarcar do Air Force One na Base Conjunta Andrews, em Maryland, Estados Unidos, em 9 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Elizabeth Frantz/Foto de arquivo O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um voo militar secreto a partir da Turquia no mês passado, em uma operação que envolveu seu deslocamento entre aeronaves em um caminhão de serviço de bordo, informou o Washington Post. A extraordinária manobra, segundo o jornal, foi motivada por uma ameaça iraniana de assassinato contra o republicano. A Casa Branca afirmou à época que o presidente voaria a bordo do Air Force One da Turquia, onde havia participado de uma cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), para o Reino Unido. Mas, momentos depois de Trump embarcar no avião, ele deixou a aeronave secretamente por meio do caminhão de catering (normalmente usado para levar alimentos, bebidas e outros suprimentos até as aeronaves) e embarcou em outro avião para o voo até o Reino Unido, informou o Post na segunda-feira, citando fontes não identificadas. O New York Times publicou uma reportagem semelhante, citando autoridades americanas não identificadas. Trump havia viajado a Ancara para a cúpula da aliança militar em um avião recém-reformado doado pelo Catar, mas anunciou inesperadamente que usaria um Air Force One mais antigo ao deixar o país, decisão que levantou questionamentos sobre a segurança da aeronave mais nova. A viagem para a cúpula da Otan foi a primeira viagem internacional do novo avião, cujas rápidas modificações levantaram questionamentos sobre custos e segurança, e ocorreu em meio à escalada das hostilidades com o Irã, que faz fronteira com a Turquia. Antes de deixar Ancara, Trump afirmou na Truth Social que usaria um antigo Air Force One azul-claro “pelos velhos tempos” para viajar até a base aérea RAF Mildenhall, no Reino Unido, enquanto o novo avião faria uma parada na mesma base para que militares americanos destacados no local pudessem conhecer a aeronave. Depois que Trump embarcou no antigo Air Force One diante das câmeras em Ancara, ele foi transportado secretamente pelo caminhão do aeroporto até um avião menor, um C-32A da Força Aérea, informou o Post, citando uma autoridade americana familiarizada com a operação e materiais de confirmação analisados pelo jornal. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embarca no Air Force One ao deixar o Aeroporto Internacional Harry Reid, em Las Vegas, Nevada, Estados Unidos, em 5 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein Troca secreta A operação foi motivada por uma ameaça considerada real contra Trump, segundo o Post. Uma operação semelhante havia ocorrido em 2000, quando o presidente Bill Clinton usou um jato executivo sem identificação para viajar ao Paquistão enquanto seu Air Force One oficial era usado como distração. Desta vez, os jornalistas que acreditavam estar viajando com Trump no antigo Air Force One, que na prática foi usado como chamariz, disseram ter sido orientados a manter fechadas as persianas das janelas da cabine destinada à imprensa. De acordo com a reportagem, além dos jornalistas, alguns funcionários da Casa Branca também acreditavam que o presidente estava a bordo. Questionado posteriormente por jornalistas sobre por que eles tiveram de manter as persianas fechadas durante o voo, Trump afirmou que isso ocorreu porque eles estavam “provavelmente em um voo perigoso”. Em seguida, acrescentou: “Mas, se eu for, vocês vão também. Certo?” O C-32A que transportava Trump voou para o Reino Unido e chegou por volta das 22h20, enquanto o antigo Air Force One e os jornalistas chegaram minutos depois, informou o Post. Conforme o jornal, não ficou claro como Trump foi transferido do C-32A de volta para o antigo Air Force One. O grupo de jornalistas que acompanha as viagens presidenciais informou que Trump desceu as escadas do antigo Air Force One às 22h56. Ele fez um sinal de paz para a imprensa, mas não se aproximou para conversar com os jornalistas. Depois, passou algum tempo cumprimentando militares antes de seguir para o novo avião doado pelo Catar. Questionada sobre a revelação de que Trump havia feito um voo secreto em uma terceira aeronave, a Casa Branca apresentou uma declaração do diretor de Comunicação, Steve Cheung, segundo a qual o avião doado pelo Catar foi equipado com protocolos de segurança de alto nível que garantem a proteção do presidente e de sua equipe. “Como o presidente afirmou recentemente, há muitos inimigos dos EUA que o têm como alvo, e usamos todas as ferramentas à nossa disposição para enfrentar essas ameaças”, disse Cheung. Foi a mesma declaração fornecida ao Post. O Air Force One permanece estacionado após o desembarque do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Base Conjunta Andrews, em Maryland, após uma viagem a Milford, Michigan, Estados Unidos, em 27 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Evan Vucci O Pentágono não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. O novo avião, com pintura em vermelho, branco, azul-escuro e dourado escolhida por Trump, é um Boeing 747 presenteado aos EUA pelo Catar no ano passado e adaptado pela empresa de defesa L3Harris Technologies. A aeronave foi concebida como substituta temporária enquanto a Boeing enfrenta dificuldades para entregar os novos aviões Air Force One, que acumulam longos atrasos.
Trump usou caminhão para embarcar em voo secreto na Turquia em meio à ameaça do Irã, diz jornal
Presidente havia viajado a Ancara em um avião doado pelo Catar, mas anunciou que usaria um Air Force One mais antigo ao deixar o país, decisão que levantou dúvidas sobre a segurança da aeronave mais nova












