A facção criminosa brasileira PCC (Primeiro Comando da Capital) tornou-se admirada por organizações criminosas estrangeiras e é considerada um modelo a ser seguido pelas facções internacionais.

Essa é a conclusão de autoridades como o italiano Giovanni Tartaglia, assessor de assuntos jurídicos do Ministério de Relações Exteriores da Itália, e o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Francisco Rezek, entre outros.

Segundo Tartaglia, o PCC tornou-se "um paradigma na nova geopolítica criminal global" por causa de sua metamorfose, de facção penitenciária para operador do tráfico internacional de cocaína.

"A facção passou de um grupo violento a uma rede, de rede a sistema, e de sistema hoje ambiciona ser um poder econômico e social", disse o italiano. Ele destacou a capacidade de controle territorial, a gestão do tráfico de vários produtos ilícitos, a infiltração na economia formal e na administração pública e a projeção internacional do PCC.

Segundo o último levantamento feito pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo, há presença comprovada de 40 mil integrantes da facção paulista em 28 países de quatro continentes diferentes.