Segundo estudo do Igarapé, grupos brasileiros estão à frente de cartéis mexicanos, maras salvadorenhas e máfia italiana 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pichação do PCC — Foto: Alexandre Cassiano/3-9-2024 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 12:21 PCC e CV lideram crime nas Américas, diz estudo do Instituto Igarapé O estudo do Instituto Igarapé revela que as facções brasileiras PCC e CV lideram entre as organizações criminosas mais ativas nas Américas, superando cartéis mexicanos e a máfia italiana. Com membros na casa dos milhares, atuam em tráfico de drogas, armas e outras atividades ilícitas. A pesquisa destaca a transformação de cartéis em redes diversificadas e critica abordagens militares, sugerindo foco em finanças e inteligência. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) ocupam o primeiro e segundo lugares, respectivamente, em uma lista das principais organizações criminosas com atuação nas Américas. O ranking é parte do estudo “From Narco Cartels to Criminal Networks: The Structural Transformation of Organized Crime in Latin America and the Caribbean”, do Instituto Igarapé. A pesquisa relaciona as 20 organizações criminosas com maior atuação nas Américas entre 2020 e 2026. PCC e CV estão à frente de grupos consolidados, como Mara Salvatrucha, de El Salvador, Cartel de Sinaloa, do México, e ‘Ndrangheta’, da Itália. De acordo com o levantamento, o PCC tem entre 30 mil e 40 mil membros, e opera no tráfico de cocaína e armas, mineração ilegal, infiltração em cadeias de combustíveis e lavagem de dinheiro. Já o CV tem um contingente estimado entre 20 mil e 30 mil. Além do tráfico de drogas, atua no controle territorial de comunidades, na prática de extorsão e no comércio ilegal de armas. Os pesquisadores destacam que o levantamento é uma avaliação comparativa do grau de ameaça representado por essas organizações, e não uma classificação absoluta das maiores facções do continente. Entre os critérios para elaborar a lista, os autores consideraram fatores como o tamanho estimado dos grupos, alcance territorial, diversidade das fontes de receita, capacidade de coordenação das operações e resiliência diante da prisão ou morte de lideranças. O estudo detalha como os antigos cartéis de drogas evoluíram para redes criminosas diversificadas que controlam territórios, infiltram-se em economias lícitas e capturam instituições democráticas. O texto destaca o surgimento da governança criminal, onde grupos armados substituem o Estado na prestação de serviços e ordem social em áreas negligenciadas. Além disso, analisa a expansão dessas redes para a Europa e o impacto de novas tecnologias, como drones e criptomoedas, em suas operações. A pesquisa critica modelos de repressão puramente militares, e sugere que o foco de combate deve mudar para a interrupção de fluxos financeiros e inteligência portuária. Por fim, discute a postura de segurança mais rígida dos Estados Unidos, que passou a classificar essas organizações como entidades terroristas.
PCC e CV encabeçam lista de organizações criminosas com maior atuação nas Américas
Segundo estudo do Igarapé, grupos brasileiros estão à frente de cartéis mexicanos, maras salvadorenhas e máfia italiana






